Harry Kane diz que atuação da Inglaterra na eliminação contra Argentina ‘não foi o bastante’

Harry Kane visivelmente emocionado após a eliminação da Inglaterra
Imagem: Divulgação / Reprodução

Harry Kane (centroavante, Bayern de Munique e capitão da seleção inglesa) afirmou que a atuação da Inglaterra na eliminação para a Argentina “não foi o bastante” nesta quarta-feira (15), depois de a equipe sofrer dois gols nos minutos finais.

O que aconteceu

A Inglaterra abriu o placar com um gol de Anthony Gordon (atacante/ala, Newcastle United) aos 10 minutos do segundo tempo, mas acabou cedendo terreno enquanto a Argentina pressionava em busca do empate. Enzo Fernández (volante, Chelsea) marcou o gol da igualdade, e Lautaro Martínez (atacante, Inter de Milão) fez o gol da virada nos minutos finais.

Reação do capitão

Kane disse, em entrevista à BBC, que o time tentou conter o jogo após abrir 1 a 0: “Fizemos um bom jogo durante a maior parte da partida. Depois que abrimos 1 a 0, parece que passamos a tentar apenas segurar o resultado”.

“Neste nível, isso não é suficiente. Estou arrasado, porque trabalhamos muito para chegar até aqui, e os rapazes deram tudo o que tinham: correram até o limite, suaram, sangraram, derramaram lágrimas, enfim, entregaram tudo”, completou o atacante inglês.

Detalhes do momento decisivo

A pressão argentina cresceu após o empate. “Depois do gol, não sei se foi porque eles colocaram mais jogadores no ataque ou porque simplesmente não conseguimos igualá-los no mano a mano, mas foi uma onda de ataques atrás da outra”, disse Kane.

Ele resumiu: “Tivemos muitos bons momentos neste torneio. Fizemos várias boas partidas e chegamos a mais uma semifinal. Sempre falamos que estamos batendo na trave. Estamos perto, só precisamos encontrar a peça que falta na fase decisiva do torneio”.

Contexto e análise

A eliminação reforça um padrão histórico: a seleção inglesa não conquista a Copa do Mundo desde 1966. Nas últimas edições, a Inglaterra tem sido presença constante nas fases finais, mas peca em momentos decisivos — especialmente contra seleções sul-americanas, que trazem intensidade e criatividade ofensiva nas partidas de mata-mata.

Do ponto de vista tático, a equipe comandada por Thomas Tuchel tentou proteger a vantagem, mas cedeu iniciativa. Esse tipo de recuo costuma favorecer times com laterais e atacantes rápidos, como a Argentina, que conseguiu explorar espaços e transformar a partida nos minutos finais.

O pós-jogo

Kane deixou claro o sentimento de frustração pela eliminação e pela equipe: “Estou arrasado pelos rapazes, arrasado por todos: pela equipe, pela comissão técnica e pelos torcedores”. A Inglaterra volta a recalibrar o projeto para as próximas competições.

Para os torcedores que acompanham o torneio, fica a sensação de que faltou algo decisivo no ajuste final — uma peça a mais para cruzar a linha que separa boa campanha de conquista.

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