Folarin Balogan marca e é expulso nos 16 avos da Copa, igualando Garrincha, Ronaldinho e Zidane

Folarin Balogan comemorando um gol com a camisa dos Estados Unidos
Imagem: Divulgação / Reprodução

Folarin Balogan, atacante dos Estados Unidos, marcou e foi expulso na mesma partida do mata-mata da Copa do Mundo nesta quarta-feira (1º de julho de 2026), na vitória que classificou os EUA sobre a Bósnia e Herzegovina nos 16 avos de final. Balogan abriu o placar aos 45 minutos do primeiro tempo e, já na etapa final, aos 18 minutos, cometeu uma falta que foi revista pelo VAR e resultou em sua expulsão. O episódio coloca o atacante entre um grupo extremamente restrito de jogadores que marcaram e receberam cartão vermelho em jogos de eliminação da Copa. Balogan é o artilheiro dos EUA nesta edição, com três gols, e sua partida teve desdobramentos imediatos para a definição do elenco norte-americano na fase seguinte. A atuação mostrou tanto faro de gol quanto impulsividade disciplinar, gerando debate entre técnicos e torcedores.

Feito raro no histórico das Copas

Com a expulsão de Balogan, o atacante americano passou a dividir um registro incomum com nomes históricos do futebol: Mané Garrincha, Ronaldinho Gaúcho e Zinedine Zidane. Cada um desses jogadores tem perfil e época distintas — Garrincha era ponta-direita da seleção brasileira, Ronaldinho era atacante/meia da seleção brasileira, e Zidane era meio-campista da seleção da França —, mas todos marcaram em partidas decisivas e foram expulsos no mesmo jogo. A coincidência ressalta como momentos de brilho e perda de controle podem conviver em campo, especialmente sob a pressão de um mata-mata de Copa do Mundo. Para um jogador dos Estados Unidos, essa associação com figuras consagradas aumenta o destaque midiático e esportivo do caso.

Garrincha em 1962

Em 1962, Mané Garrincha, ponta-direita da seleção brasileira, foi um dos protagonistas do título brasileiro, especialmente após a lesão de Pelé. Na semifinal contra o Chile, Garrincha marcou duas vezes e teve papel decisivo na classificação. Segundo relatos da época, ele chegou a se envolver em um incidente com o jogador chileno Rojas e foi expulso na partida, o que gerou polêmica disciplinar nos dias seguintes. A situação acabou sendo tratada pela organização do torneio, permitindo que Garrincha participasse da final e contribuísse para o bicampeonato do Brasil.

Ronaldinho Gaúcho em 2002

No Mundial de 2002, Ronaldinho Gaúcho, atacante/meia da seleção brasileira, marcou um golaço de falta contra a Inglaterra nas quartas de final, virando o jogo e sendo decisivo para a classificação do Brasil. Minutos depois do gol, Ronaldinho cometeu uma falta em Danny Mills e recebeu cartão vermelho, deixando o time com um jogador a menos no restante da partida. O episódio entrou para a história como um exemplo de espetáculo e consequência imediata em um mesmo jogo, mostrando a dualidade de ídolos capazes de virar partidas e, ao mesmo tempo, comprometer a equipe por ações mais duras.

Zidane em 2006

Na final da Copa do Mundo de 2006, Zinedine Zidane, meio-campista da seleção da França, abriu o placar aos seis minutos com um pênalti contra a Itália. Na prorrogação, entretanto, Zidane atingiu Marco Materazzi com uma cabeçada e foi expulso, deixando a França com dez no momento decisivo do jogo. A expulsão de Zidane foi um dos episódios mais lembrados da final, que terminou com vitória da Itália nos pênaltis. O caso ilustra como decisões isoladas em momentos de alta tensão podem alterar o destino de partidas e carreiras.

Contexto e impacto esportivo

Do ponto de vista disciplinar, a expulsão de Balogan pode resultar em suspensão automática em jogo(s) subsequente(s), conforme os regulamentos da competição e eventual análise da comissão disciplinar. Para os Estados Unidos, perder um de seus principais nomes em uma fase decisiva é um problema prático, tanto na construção tática quanto no moral do grupo. Internacionalmente, o episódio reacende discussões sobre arbitragem, uso do VAR e controle emocional em partidas de eliminação — questões que também mobilizam torcidas e clubes pelo mundo, inclusive no Brasil. Para nós que acompanhamos o futebol com a paixão carioca, é sempre curioso ver um jogador jovem dos EUA entrar num capítulo de história que tem nomes que marcaram gerações no futebol mundial.

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