Florentino Pérez diz que não vai renunciar e convoca eleições no Real Madrid

Florentino Pérez descarta renúncia e convoca eleição no Real Madrid | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Pérez descarta renúncia e abre processo eleitoral

Na terça-feira, 12 de maio de 2026, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, afirmou que não pretende deixar o cargo e anunciou a abertura do processo eleitoral para o conselho administrativo do clube. Aos 79 anos, o dirigente convocou uma coletiva de imprensa inesperada que alimentou especulações sobre uma possível saída e até sobre o retorno de José Mourinho (técnico português) ao Bernabéu. Pérez deixou claro que os atuais membros da diretoria irão concorrer novamente e convidou outros interessados a participarem do pleito, dizendo que pretende defender os interesses dos sócios. A fala do presidente encerra, por ora, rumores de renúncia e marca o início formal de uma disputa interna pela gestão do clube. O tom foi de convocação e controle em um momento de grande insatisfação externa.

Contexto esportivo: temporada sem taças

A crise interna do Real foi acentuada pela perda da La Liga, conquistada pelo Barcelona com três rodadas de antecedência após o triunfo por 2 a 0 sobre o próprio Real no Camp Nou, e pela eliminação nas quartas de final da Champions League diante do Bayern de Munique. No comando técnico houve instabilidade significativa ao longo da temporada: Xabi Alonso (treinador, demitido do comando do time) deixou o cargo depois de sete meses, e Álvaro Arbeloa (técnico interino do Real Madrid) assumiu na tentativa de recuperar o desempenho, sem sucesso. Esses episódios alimentaram a pressão sobre a diretoria e explicam, em parte, a decisão de levar a disputa para as urnas do clube. Pérez, no entanto, evitou aprofundar comentários sobre treinadores e atletas, mantendo o foco no processo eleitoral e na defesa dos sócios. A posição pública do presidente tenta acalmar sócios e torcedores diante de uma temporada considerada abaixo do padrão do clube.

Legado e reação

Apesar da frustração pela temporada sem conquistas, Pérez ressaltou o histórico de títulos sob sua gestão: afirmou que, com ele na presidência, o clube soma 66 troféus no futebol e no basquete, incluindo sete edições da Champions League. O dirigente citou esse retrospecto para contextualizar sua decisão de permanecer à frente do clube e disputar a reeleição, lembrando que pretende garantir que o Real continue pertencendo aos seus sócios. A iniciativa de convocar eleições já formaliza uma disputa que tem alto risco político e impacto direto nas decisões esportivas e financeiras do clube. Para os associados, o pleito será a chance de confirmar ou renovar um projeto de gestão após uma temporada tumultuada.

Próximos passos

O processo eleitoral foi aberto oficialmente e os prazos serão definidos conforme o estatuto do clube, com a expectativa de candidaturas da atual diretoria e possíveis alternativas. Enquanto isso, a parte esportiva do Real segue sob avaliação, com a diretoria prometendo não comentar decisões técnicas ou contratações no momento. A confirmação da manutenção de Pérez como candidato dá ao atual grupo a vantagem do aparato institucional, mas também coloca a gestão na vitrine diante de sócios críticos. No cenário europeu, a temporada ficará marcada pela consolidação do Barcelona na La Liga e pela derrota para o Bayern na Champions, elementos que certamente serão debatidos durante a campanha eleitoral.

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