
Flamengo apresenta piora defensiva em 2026: o time sofreu gols em seis dos últimos oito jogos e totaliza 21 gols sofridos na temporada, sinalizando falhas em momentos decisivos.
O alerta veio na análise dos números e da sequência pós-Copa do Mundo: embora a soma de 21 gols sofridos no ano ainda seja considerada aceitável em termos absolutos, a distribuição e o contexto das partidas acendem o sinal de atenção para a defesa do Mengão.
Comparação com 2025
Em 2025 a solidez defensiva era bem diferente. Após a 24ª rodada do ano passado, com 23 jogos disputados, o Rubro-Negro havia sofrido apenas 11 gols — praticamente a metade do que já ocorreu na temporada atual com o mesmo número aproximado de partidas.
Essa regressão fica mais evidente nos detalhes: o sistema defensivo tem sido vazado em partidas em que o adversário criou muitas chances. No confronto contra o Cruzeiro, por exemplo, o time sofreu apenas 0,35 de gol sofrido esperado diante de 24 finalizações do rival — estatística que aponta para erros pontuais na recomposição e em bolas paradas.
Análise tática
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, busca ajustar rotinas e compactação, mas a equipe vem sendo penalizada por transições lentas e por perdas de posição em blocos médios. Quando o time pressiona alto e perde a segunda bola, a defesa mostra espaços que adversários de qualidade exploram.
Não se trata só de números frios; é também da sensação de que o elenco tem condição técnica para reagir, mas falha em procedimentos básicos nos momentos de maior pressão. A consistência defensiva que sustentou campanhas recentes ficou mais difícil de reencontrar depois da parada do calendário.
Impacto na temporada
A irregularidade defensiva pode pesar em torneios de mata-mata, como a Copa do Brasil e a Libertadores, e também driblar a regularidade necessária no Brasileirão. Se o Flamengo não corrigir lapsos em bolas paradas e nas saídas de jogo, a sequência pode custar pontos importantes nas próximas rodadas.
É hora de ajustes rápidos: recomposição, comunicação entre zaga e meio-campo e cobrança direta de eficiência defensiva — ou, nas palavras ouvidas nos vestiários, ‘ser mais eficientes’.
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