
O Flamengo ganhou novo fôlego com a atuação de Lucas Paquetá (meia, Flamengo) no Fla‑Flu disputado no Maracanã. Paquetá apareceu em diferentes zonas do campo e foi decisivo nas transições, abrindo espaços para os atacantes e ajudando na recomposição. A entrega do time teve a cara do Rio: aceleração pelas pontas, passes no último terço e pressão alta que sufocou o rival. A vitória reacende debates sobre alternativas táticas para o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Paquetá assume papel multifuncional
O camisa 11 mostrou por que é visto como coringa: já atuou como ponta saindo da direita para o meio, como um camisa 10 e como segundo volante, funções que o tornam peça valiosa em qualquer esquema. Em entrevista recente, Paquetá já admitiu que se sente melhor jogando na atual posição de segundo volante, função em que protege a saída de bola e arranca para o ataque. Essa versatilidade dá ao técnico mais opções sem precisar mexer no time base. Para a torcida do Mengão, ver um jogador multifunção é como ter um plano B sempre pronto.
Jardim busca alternativas no meio
Com Leonardo Jardim (técnico, Flamengo) no comando, o time tem experimentado variações que lembram os dias de Gerson (volante, Flamengo), um coringa que marcou época ao controlar o meio-campo. Jardim tem aproveitado as peças do elenco para testar combinações que funcionem na Libertadores e no Brasileiro, sem perder a identidade ofensiva que a massa exige no Maracanã. O treinador tem dado liberdade para trocas de posição, aumentando a imprevisibilidade do Mengão em campo. Nesse cenário, Paquetá surge como alternativa imediata para jogos que exigem mais controle e chegada ao gol.
A dinâmica vista no Fla‑Flu também tem reflexo nas próximas rodadas do Cariocão e da Copa do Brasil, onde o Flamengo precisa mostrar regularidade para manter a confiança. No calendário apertado do futebol nacional, ter um coringa como Paquetá é um trunfo que pode decidir partidas no Maracanã ou fora, diante de arquibancadas difíceis como São Januário e o Estádio Nilton Santos. A torcida acompanha de perto e espera que as mudanças de Jardim se traduzam em pontos e classificação nas competições. Se a tendência se confirmar, o Mengão ganha repertório para atacar e proteger ao mesmo tempo.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.



