
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou a parlamentares nesta terça-feira que Washington não permitirá que cidadãos iranianos com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se infiltrem na delegação que irá à Copa do Mundo. Rubio disse que o país vai acompanhar de perto quem integra a comitiva iraniana e vetar entradas que não tenham relação com o esporte. O pronunciamento foi feito durante uma audiência em um comitê da Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. A declaração chega num momento de elevada tensão geopolítica envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados.
Apesar de a seleção do Irã ter partidas agendadas nos Estados Unidos, a equipe terá como base de treinamento o México durante o torneio mundial. A escolha do México como centro de preparação abre um capítulo logístico distinto do calendário de partidas, já que alguns jogos serão disputados em solo norte-americano. Segundo autoridades mexicanas, a decisão foi intermediada pela Fifa depois de conversas entre governos. A movimentação ressalta a preocupação das autoridades com segurança e logística em uma Copa que será sediada em vários países.
Irã vai se hospedar no México
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na última segunda-feira (25) que o governo mexicano concordou em receber a delegação iraniana durante a Copa do Mundo. Sheinbaum explicou que a Fifa procurou o México depois dos Estados Unidos sinalizarem que não desejavam que a seleção permanecesse no país durante todo o torneio. Mesmo assim, Rubio assegurou que Washington “não tem problemas” em autorizar a entrada da seleção iraniana e de sua comissão técnica nos EUA para as partidas programadas. A combinação de autorizações e monitoramento mostra a tentativa de equilibrar competição esportiva e preocupações de segurança.
Repercussões e segurança
Rubio deixou claro que o objetivo é impedir que indivíduos sem vínculo esportivo e com supostos laços à Guarda Revolucionária se aproveitem da viagem para circular livremente. A declaração ocorre em meio a hostilidades citadas entre Estados Unidos, Israel e Irã no fim de fevereiro, situação que aumentou o acompanhamento diplomático e de inteligência. Autoridades da Fifa e dos países-sede precisarão coordenar exigências de visto, segurança e logística para evitar incidentes durante o torneio. Para os torcedores, resta acompanhar como essas medidas afetarão deslocamentos e a presença de público nos estádios onde o Irã jogará.



