
O erro de identidade do VAR foi o motivo direto da expulsão de Breel Embolo, atacante da seleção suíça, aos 25 minutos do segundo tempo das quartas de final entre Argentina e Suíça pela Copa do Mundo.
O lance começou simples: Embolo caiu perto da lateral, simulando queda após disputa com Leandro Paredes, volante e jogador da seleção argentina. O árbitro português João Pinheiro aplicou primeiro o cartão amarelo a Paredes.
Como o lance evoluiu
Aos 25 minutos do segundo tempo o árbitro mostrou amarelo a Paredes. O VAR revisou e concluiu que não houve contato — era simulação de Embolo — e informou ao árbitro que havia um erro de identidade na advertência.
Com a correção do VAR, o amarelo foi retirado de Paredes e atribuído a Embolo. Como o atacante suíço já tinha um cartão anterior, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Embolo deixou o gramado em lágrimas e foi consolado pelos companheiros.
Detalhes da nova regra
Essa possibilidade de o VAR corrigir advertências (o chamado “erro de identidade”) foi inserida pela Fifa especificamente para a disputa desta Copa. Antes dessa mudança, o VAR não podia intervir em cartões amarelos da mesma forma.
A alteração visa corrigir punições atribuídas ao jogador errado, mas tem efeito prático duro: quando se corrige um amarelo para outro atleta que já tinha um cartão, o resultado pode ser uma expulsão imediata, como aconteceu neste jogo.
Reações e impacto
Do lado suíço houve revolta. Embolo chorou no banco de reservas; o técnico Murat Yakin, treinador da seleção suíça, criticou a decisão e chamou a regra de inaceitável, dizendo que a intervenção mudou o rumo da partida.
Do ponto de vista prático, a regra coloca árbitros e VAR em situação delicada: corrigir uma advertência é justo, mas pode transformar um lance de amarelo em expulsão e alterar dramaticamente a dinâmica do jogo — principalmente em mata-mata de Copa do Mundo.
O episódio abre debate técnico: a intenção da Fifa é reduzir erros individuais de identificação, mas cabe agora a federações, árbitros e comissões entenderem como aplicar a norma sem desbalancear partidas em momentos decisivos.
O que muda para as equipes
- Cartões amarelos passam a ter risco adicional de virar expulsão por correção de identidade.
- Técnicos vão precisar orientar jogadores sobre comportamento diante de faltas e simulações, já que a revisão pode punir quem finge mais do que quem toca.
- Em mata-matas, uma alteração de advertência pode definir eliminações ou classificar adversários com um jogador a mais.
No fim, a expulsão de Embolo entrou para a história das Copas como um exemplo claro de como uma mudança de regra — pensada para dar mais justiça — pode gerar controvérsia e impacto imediato numa partida de alto risco.
O jogo seguiu com os ecos da decisão: jogadores, comissão técnica e torcedores ainda digeriam a novidade enquanto a bola rolava, e a discussão sobre a aplicação prática do “erro de identidade” deve continuar nas próximas análises da arbitragem internacional.



