Egito: jogadores para ficar de olho antes do amistoso com o Brasil

Jogadores da seleção do Egito reunidos em treino com uniformes vermelhos e bola
Imagem: Divulgação / Reprodução

Egito encara Brasil em último teste antes da Copa do Mundo

Egito enfrenta o Brasil no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026, neste sábado (6), em Cleveland, com início às 19h (horário de Brasília). O confronto serve como ajuste final para ambas as seleções: o Brasil de Carlo Ancelotti testa ritmo e peças, enquanto o Egito busca afinar sua articulação ofensiva. A partida acontece em solo norte-americano, fora do calor das arquibancadas do Maracanã, e terá atenção especial para a dupla de ataque egípcia. A palavra-chave deste texto, Egito, aparece já na abertura porque é o foco do nosso olhar para esses jogadores que podem fazer diferença.

Quem é a referência: Mohamed Salah

Mohamed Salah, atacante do Liverpool (em processo de saída do clube), continua sendo a principal referência do Egito, convocado desde 2011 e com 115 partidas e 67 gols pela seleção. Com 33 anos, Salah mantém faro de gol e liderança dentro e fora de campo, fazendo a transição entre o jogo pelos clubes e o papel de estrela nacional. Sua presença força a marcação adversária e abre espaços para companheiros como Marmoush e Trezeguet. A forma física e a combinação de velocidade e finalização de Salah serão determinantes frente à defesa brasileira.

O centroavante de velocidade: Omar Marmoush

Omar Marmoush é centroavante do Manchester City e chega com expectativa após ser contratado por 75 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 463 milhões na época do negócio) junto ao Eintracht Frankfurt. Na temporada inglesa, Marmoush anotou oito gols, mostrando adaptação à Premier League e boa efetividade em transições rápidas. Com perfil de velocidade e infiltração, ele complementa o jogo de Salah, oferecendo referência de área e ultrapassagens por trás da defesa. A dupla Salah–Marmoush traz dupla ameaça que pode complicar a vida das linhas defensivas adversárias.

Ponta experiente: Trezeguet

Trezeguet, ponta de 31 anos e jogador do Al Ahly, é outro nome que merece atenção pelo Egito; tem passagens por Aston Villa e Anderlecht no currículo. Na última temporada do campeonato egípcio, terminou como vice-artilheiro, com 11 gols, e traz experiência em jogos decisivos pelo clube mais popular do país. Sua velocidade na ponta e capacidade de finalizar com as duas pernas abrem soluções para o time do treinador Hossam Hassan. Trezeguet é peça-chave nas jogadas em profundidade e nas bolas alçadas para a área.

Meio-campo e articulação: Zizo e Emam Ashour

Zizo, meia do Al Ahly, aparece como principal articulador do Egito, responsável pela criação e pelos passes que abastecem as pontas e o centroavante. Ao seu lado, Emam Ashour, meio-campista também do Al Ahly, oferece suporte na compactação do meio e na transição defesa-ataque, formando uma dupla de clubes que se conhece bem. A sintonia entre os dois é um trunfo para Hossam Hassan, pois permite variações entre jogo apoiado e saídas em velocidade. A manutenção da posse e a qualidade nas trocas rápidas serão fatores decisivos contra o bloco alto do Brasil.

Contexto e impacto para a Copa do Mundo

Do ponto de vista tático e histórico, o Egito chega ao amistoso com a responsabilidade de mostrar alternativas ao jogo baseado em Mohamed Salah, equilibrando experiência e dinâmica ofensiva. Para o futebol brasileiro, o teste funciona como medidor de ajuste da seleção antes da estreia na Copa do Mundo de 2026, marcada para 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos; o Brasil ainda enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos. Hossam Hassan aposta na combinação entre liderança veterana e velocidade dos jovens, estratégia que pode render surpresas em torneios de mata-mata. O resultado em Cleveland não define nada, mas revela a capacidade do Egito de competir com seleções de alto nível quando confiar em suas principais referências.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *