Didier Deschamps se despede após 14 anos e tenta o terceiro lugar na Copa do Mundo

Didier Deschamps no banco de reservas com expressão pensativa durante partida
Imagem: Divulgação / Reprodução

Didier Deschamps deixará o comando da seleção da França após 14 anos e busca o terceiro lugar na Copa do Mundo: a equipe enfrenta a Inglaterra neste sábado (18), às 18h (horário de Brasília), no jogo que fecha a participação dos Bleus no torneio.

O anúncio da despedida vem após a eliminação para a Espanha nas semifinais, na terça (14), e encerra um ciclo com altos e baixos que marcaram a vida futebolística francesa desde 2012.

Resumo da trajetória

Deschamps assumiu a seleção francesa em 2012. Como treinador, conquistou a Copa do Mundo de 2018 e levou a equipe à final de 2022, formando um dos capítulos mais consistentes da história recente dos Bleus.

Além do título mundial, Deschamps faturou a Uefa Nations League 2020/21 e construiu um time com identidade tática e competitividade constante nas grandes competições.

Legado e números

O técnico, campeão mundial como jogador e capitão em 1998, virou referência: nesta edição do Mundial alcançou o recorde de mais vitórias (20) e mais partidas dirigidas (26) por um treinador na história da Copa do Mundo.

Entre os treinadores que chegaram a duas finais seguidas estão nomes históricos como Vittorio Pozzo (Itália, 1934 e 1938) e Carlos Bilardo (Argentina, 1986 e 1990). A marca de Deschamps entra nesse patamar de longevidade em finais.

O peso da despedida

Para a França, o jogo contra a Inglaterra é mais que uma medalha: é um ponto final num capítulo que misturou glórias e críticas. A seleção tem pela frente a missão de oferecer ao treinador uma saída com honra — e ao torcedor, um último suspiro de alegria no torneio.

Do lado humano, fica a imagem de um comandante que soube gerir egos e talentos, mantendo a França competitiva por mais de uma década. Do lado tático, resta a dúvida sobre a sucessão: muita especulação e poucos nomes concretos até aqui.

Na prática, o que fica é a estatística e a memória: 14 anos no banco, um título mundial, uma final perdida e um acúmulo de vitórias que o coloca entre os técnicos mais vitoriosos da história das Copas.

O palco do último ato dos Bleus nesta Copa será observado de perto por clubes, federações e pela própria torcida francesa — que espera uma exibição à altura do legado deixado por Deschamps.

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