
O Cruzeiro marcou 1 a 0 sobre o Boca Juniors no Mineirão em partida válida pela 3ª rodada do Grupo D da Libertadores. O gol saiu após boa trama ofensiva e foi concluído por Villarreal (atacante do Cruzeiro), aproveitando passe em profundidade. O jogo teve muita catimba argentina e um cartão vermelho para Bareiro (volante do Boca Juniors), que complicou a vida do time visitante ainda no primeiro tempo. Com o resultado, a Raposa sobe na tabela do grupo e divide os pontos com o Boca, levando vantagem no saldo de gols. Próximos compromissos: o Boca viaja a Guayaquil para enfrentar o Barcelona e o Cruzeiro vai a Santiago encarar a Universidad Católica.
O jogo
A noite no Mineirão foi nervosa desde os primeiros lances e o árbitro Esteban Ostojich sofreu para controlar o ritmo do confronto. A partida teve muitas faltas duras e cartões distribuídos com frequência, características clássicas de choques entre brasileiros e argentinos na Libertadores. O Boca tentou segurar a bola e usar a catimba para cortar o ímpeto cruzeirense, enquanto a Raposa buscou impor velocidade nas transições. O público respondeu à dureza do duelo, tornando o ambiente tenso e eletrizante para quem estava no estádio.
No primeiro tempo, as faltas imprimiram o tom do jogo e as chances claras foram escassas para ambos os lados. Até a primeira pausa para hidratação, as equipes só haviam chegado com perigo em situações pontuais e o Boca foi crescendo no confronto com sua marcação fechada. Christian (meia do Cruzeiro) foi um dos nomes envolvidos nas disputas de bola que renderam amarelos para os dois lados. Aos poucos, o árbitro passou a usar o cartão amarelo como instrumento para tentar estabilizar o duelo, sem sucesso completo, já que a tensão continuou até o intervalo.
A tensão acabou explodindo ainda no primeiro tempo com a expulsão de Bareiro (volante do Boca Juniors), que recebeu o segundo amarelo depois de um choque com Christian. Bareiro já havia sido advertido em lance anterior envolvendo Gerson (meia do Cruzeiro) e a segunda falta resultou no vermelho. O vermelho mudou a dinâmica do jogo: o Boca teve de retrancar ainda mais e o Cruzeiro buscou explorar os espaços no ataque. Mesmo com um jogador a mais, a criação azul parecia travada em alguns momentos, com dificuldades para furar a compacta defesa adversária.
Na etapa final, as melhores oportunidades do Cruzeiro vieram de bola parada e longas finalizações de fora da área. Fabrício Bruno (zagueiro do Cruzeiro) quase abriu o placar com um cabeceio após escanteio cobrado por Matheus Pereira (meia do Cruzeiro), mas a bola passou rente ao gol. O Boca se fechou e baixou linhas, tentando defender o empate com organização tática e muita presença física. Aos 27 minutos, Arroyo (meio-campista do Cruzeiro) arriscou de longe e acertou a trave por pouco, mostrando que a Raposa tentava de todas as maneiras quebrar o bloqueio argentino.
O gol que decidiu saiu após insistência pelo lado direito: Kauã Moraes (atacante do Cruzeiro) avançou e criou perigo, Kaio Jorge (atacante do Cruzeiro) apareceu bem na área para finalizar e deixou a bola pronta para Villarreal (atacante do Cruzeiro) empurrar para as redes. A definição do placar premiou a paciência e a reação da equipe mineira, que soube aproveitar a superioridade numérica. Depois do gol, o Boca tentou reagir com cruzamentos e chutes de longa distância, mas a defesa cruzeirense se fechou bem e o goleiro Brey (goleiro do Boca Juniors) teve trabalho em algumas intervenções.
Nos minutos finais, o jogo voltou a pegar fogo: Blanco (zagueiro do Boca Juniors) cometeu falta dura em Kauã Moraes e houve empurra-empurra generalizado no meio-campo. O árbitro aplicou apenas um amarelo em Costa (meio-campista do Boca Juniors) na confusão, e a arbitragem optou por controlar com cartões até o apito final. Ao término da partida, nove cartões amarelos e um vermelho haviam sido mostrados, retrato do confronto ríspido. Após o apito, houve mais discussão entre atletas e membros das comissões técnicas, mas nada que evoluiu para incidente mais grave dentro do Mineirão.
Impacto na fase de grupos
Com a vitória, o Cruzeiro assumiu a liderança momentânea do Grupo D da Libertadores, empatado em pontos com o Boca Juniors, mas à frente no saldo de gols. O triunfo reforça a campanha da Raposa e dá confiança para as viagens que vêm pela frente na competição continental. Para o Boca, a partida em Guayaquil será uma prova de reação diante de um adversário que já mostrou força física e eficiência nas bolas paradas. A classificação ainda está aberta e cada rodada promete mexer com a tabela do grupo.



