Copa do Mundo 2026 deve gerar US$4 bilhões a mais em receitas, diz especialista

Amir Somoggi em estúdio comentando projeções de faturamento da Copa do Mundo
Imagem: Divulgação / Reprodução

A Copa do Mundo 2026 deve movimentar mais de quatro bilhões de dólares a mais na economia do futebol, afirmou Amir Somoggi, sócio‑fundador da Sports Value, em análise sobre a competição e seus efeitos.

Somoggi destacou que a mudança para 48 seleções e 104 partidas transforma o torneio em uma máquina de receitas: a Fifa projeta cerca de US$3 bilhões apenas com venda de ingressos, enquanto patrocínios e direitos de transmissão também tendem a crescer. O aumento de jogos amplia a demanda por bilheteria e turismo, gerando um efeito em cadeia que alcança federações, clubes e mercados locais.

Impacto para clubes e calendário brasileiro

Para os clubes brasileiros, inclusive os cariocas — Mengão, Tricolor das Laranjeiras, Gigante da Colina e Glorioso — a ampliação do Mundial pressiona calendários e mercado de transferências. Mais partidas internacionais significam janelas de convocações maiores e potencialmente mais movimentação no mercado, com clubes precisando ajustar Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e o calendário regional como o Cariocão. Historicamente, edições ampliadas ou mais jogos internacionais obrigam mudanças nas rotinas de preparação e logística dos clubes, além de influenciar receitas com amistosos e pré-temporada.

Receitas, patrocínios e turismo

O crescimento das receitas vem de três vetores principais: ingressos, patrocínios e direitos de TV. Segundo a projeção citada por Somoggi, os ingressos são a maior fatia do aumento imediato, mas marcas e patrocinadores também pagam mais em torneios com alcance ampliado. Para cidades-sede e regiões turísticas, o turismo esportivo e a ocupação hoteleira geram impacto direto na economia local — algo que está no radar de gestores de estádios como Maracanã, Nilton Santos e arenas pelo mundo.

Consequências para o futebol carioca

No Rio, os clubes sentirão tanto o lado financeiro quanto o esportivo: a valorização de atletas em Copas amplia transferências, enquanto a concentração de calendários pode exigir rotações de elenco mais frequentes. A necessidade de mais receitas para bancar salários e infraestrutura, citada por Somoggi, reforça por que federações e clubes buscam novas fontes de faturamento e calendário otimizado, sem perder a qualidade das competições nacionais e continentais.

Conclusão

O aumento previsto em cerca de US$4 bilhões reafirma que o Mundial de 2026 não é só festa de torcedor — é um dispositivo econômico que deve redesenhar receitas e prioridades do futebol mundial. A conversa vem do debate sobre sustentabilidade financeira do esporte e traz reflexos diretos para times, calendários e a economia dos centros de futebol, inclusive no Rio de Janeiro, palco de grandes tradições e estádios históricos.

CNN Esportes S/A com Amir Somoggi tratou dessas projeções no programa que analisa bastidores do mercado esportivo e sua influência global.

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