Jogadores se manifestam após confusão no Dérbi entre Corinthians e Palmeiras

Jogadores de Corinthians e Palmeiras se manifestam sobre confusão pós-Dérbi | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Corinthians e Palmeiras voltaram a bater boca depois do Dérbi na Neo Química Arena, no domingo (12). A partida terminou, mas a confusão na saída para os vestiários deixou versões contraditórias e registro de ocorrências no Jecrim. Jogadores de ambos os times deram entrevistas e tentaram explicar o que viram, enquanto departamentos jurídicos começaram a se movimentar. A tensão pós-jogo chamou atenção pela coincidência de relatos sobre empurra-empurra e denúncias formais de agressão. O clima entre as torcidas também esquentou nas redes e nas imediações do estádio.

O zagueiro Gustavo Henrique (zagueiro, Corinthians), capitão em campo, negou que houvesse agressões praticadas pelo time e disse que a situação foi controlada pelos seguranças. Em declaração aos repórteres, o atleta afirmou que houve empurra-empurra, mas que o Timão não aceitaria que alguém se imponha dentro da Neo Química Arena. “Temos que nos impor, não somos a favor da violência, somos contra, mas não somos trouxas”, disse o capitão ao justificar a reação do grupo. Segundo ele, a confusão foi pontual e típica de um Dérbi acalorado, sem agressões físicas graves. A fala do líder alvinegro reforçou a versão do clube sobre o episódio.

Ramón Sosa (atacante, Palmeiras) também se manifestou e afirmou não ter visto a cena relatada pelo clube alviverde envolvendo o jogador Luighi. O paraguaio explicou que, assim que terminou a partida, foi para o vestiário e só tomou conhecimento das acusações depois. “Não consegui ver isso. Assim que terminou a partida, também fui para o vestiário. Agora vou perguntar para ele o que aconteceu”, afirmou Sosa, deixando claro que busca entender a versão palmeirense. A declaração do atacante reforça a existência de versões divergentes sobre o que ocorreu na descida aos vestiários.

Agressões em Corinthians x Palmeiras

O Corinthians informou que o zagueiro Gabriel Paulista (zagueiro, Corinthians) e o meio-campista Breno Bidon (meio-campista, Corinthians) foram agredidos por seguranças do Palmeiras, segundo nota do clube. De acordo com o Timão, ambos têm intenção de registrar ocorrência e formalizar queixa no Jecrim, com acompanhamento do departamento jurídico do clube. A medida busca documentar os fatos e reunir provas para eventual ação administrativa ou criminal. O episódio elevou o tom entre as assessorias jurídicas dos dois clubes, que passaram a trocar comunicados oficiais nas horas seguintes. A reclamação do Corinthians traz à tona a necessidade de imagens e depoimentos para comprovar as agressões alegadas.

Por outro lado, o Palmeiras relatou que o atleta Luighi (posição não informada pelo clube, Palmeiras) foi agredido por um funcionário do Corinthians enquanto se dirigia para o exame antidoping, segundo comunicado alviverde. O jogador, acompanhado de testemunhas, registrou ocorrência no Jecrim para formalizar a denúncia e garantir investigação. A versão palmeirense aponta para uma ação isolada de um funcionário, enquanto a outra parte fala em confronto mais amplo. Com ambos os lados apresentando registros, a investigação criminal terá material de ambas as defesas e acusações para avaliar. O caso agora segue pelas vias legais e pela apuração interna de cada clube.

Apuração e próximos passos

Apurações preliminares indicam que a discussão começou na descida para os vestiários entre Gabriel Paulista (zagueiro, Corinthians) e Luighi (posição não informada, Palmeiras), segundo reportagens locais que acompanharam o caso. Há versões conflitantes: enquanto um lado fala em agressão por parte de seguranças e funcionários, o outro descreve empurra-empurra típico de clássicos acalorados. As imagens das câmeras internas e externas da Neo Química Arena devem ser requisitadas para esclarecer a dinâmica dos fatos, assim como os depoimentos das testemunhas. Dependendo do que for comprovado, os clubes podem abrir processos internos e encaminhar material à polícia e aos órgãos competentes do futebol. Até lá, a repercussão segue viva nos bastidores e coloca em dúvida condutas de segurança em clássicos importantes.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *