CBF detalha crescimento do futebol feminino antes da Copa do Mundo Feminina 2027

Representante da CBF em coletiva sobre o crescimento do futebol feminino
Imagem: Divulgação / Reprodução

O futebol feminino ganhou fôlego no Brasil, informa a CBF: o balanço divulgado mostra expansão de calendário, clubes e partidas a menos de um ano da Copa do Mundo Feminina 2027.

Segundo o relatório, as competições organizadas pela CBF passaram de seis para nove entre 2021 e 2026, enquanto o número de clubes saltou de 58 para 79. O total de partidas subiu de 398 para 712 — alta de 79% — e apenas entre 2025 e 2026 houve crescimento de 26,4% no volume de jogos.

Investimento, cotas e premiações

O relatório detalha maior aporte financeiro e prêmio mais atraente para os clubes. Na Série A1 a cota da fase inicial dobrou e chegou a R$ 720.000; o campeão da A1 terá prêmio de R$ 2 milhões. A previsão é de investimento superior a R$ 685 milhões no futebol feminino entre 2024 e 2029.

Além do dinheiro, a CBF ampliou transmissões: a CBF TV passou a cobrir todas as partidas da Copa do Brasil Feminina e do Brasileirão A1, além das competições de base Sub-20 e Sub-17.

Calendário alinhado a Conmebol e Fifa

O calendário nacional foi reestruturado para se alinhar aos ciclos da Fifa e da Conmebol — Libertadores, Copa América e os Mundiais — com o objetivo de preparar clubes e jogadoras para o Mundial que o Brasil receberá em 2027.

“Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo”, disse Aline Pellegrino, gerente de Competições Femininas da CBF.

Contexto e impacto esportivo

O crescimento documentado pela CBF não é só número: mais jogos significam rotina competitiva, visibilidade e chance de profissionalização. Entre 2021 e 2026 houve não apenas mais partidas, mas também maior densidade de calendário, o que tende a elevar o nível técnico das equipes e a formar elencos mais preparados para torneios internacionais.

Para os clubes cariocas, a mudança vem em boa hora. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo ganham mais datas para desenvolver suas atletas e disputar jogos com maior público e exposição — num cenário que favorece partidas em palcos tradicionais do Rio, como o Maracanã, São Januário e o estádio Nilton Santos.

O que dizem os números

  • Competições CBF: de 6 para 9 (2021–2026).
  • Clubes participantes: de 58 para 79 no mesmo período.
  • Partidas: de 398 para 712 (alta de 79%); crescimento anual de 26,4% entre 2025 e 2026.
  • Investimento previsto: mais de R$ 685 milhões entre 2024 e 2029.
  • Cota da Série A1 na primeira fase: R$ 720.000; prêmio ao campeão: R$ 2.000.000.

Para ficar de olho

Com mais jogos e transmissão consistente pela CBF TV, o calendário ampliado abre caminho para que jovens talentos ganhem espaço e para que as seleções estaduais e nacionais tenham uma base competitiva mais sólida. O desafio agora é transformar esses números em público nos estádios, contratos sustentáveis e estrutura de formação.

O balanço da CBF deixa claro: o crescimento é real e já tem reflexo na rotina das competições. Resta aos clubes, às federações estaduais e ao torcedor transformar expectativa em presença nos estádios e apoio ao dia a dia das atletas.

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