Boto aprova convocação de Samuel Lino para jogo na altitude; admite impacto no Flamengo

Samuel Lino, atacante do Flamengo, foi convocado pela seleção brasileira para a partida em altitude contra a Bolívia, e o diretor de futebol do clube, José Boto, aprovou a escolha mas reconheceu que a chamada “não é tão boa” para o Mengão.

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, falando em entrevista coletiva
Imagem: Divulgação / Reprodução

“Para o Fla não é tão bom”, disse Boto ao comentar a convocação, lembrando que qualquer viagem à altitude exige cuidados e pode afetar o rendimento físico dos jogadores na sequência de jogos.

Programação da Seleção pode afetar o Flamengo

A convocação de Samuel Lino chega numa janela que coloca o clube em alerta: o Flamengo tem compromisso marcado contra o Santos no dia 8 de outubro e a disponibilidade do atacante dependerá de como for o retorno da seleção. Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, terá de lidar com o calendário e com a gestão de esforço dos atletas.

O atacante Samuel Lino também é observado pela comissão técnica nacional por sua velocidade e capacidade de infiltração pelo lado do campo. A seleção costuma usar partidas em La Paz para testes específicos em altitude; a preparação e o tempo de recuperação viram preocupação natural das equipes de clube.

Impacto esportivo e logístico

Convocações em janelas próximas a rodadas do Brasileirão e fases da Copa do Brasil tendem a gerar dor de cabeça para os clubes. Além do desgaste físico após viagem e possível troca de horários, há o ajuste tático que Leonardo Jardim terá de promover caso o jogador chegue condicionado ou com menos treinos com o elenco.

Historicamente, jogos em altitude exigem rotinas diferenciadas de recuperação. O Flamengo, que costuma mandar partidas no Maracanã, terá que projetar opções para suprir qualquer desfalque momentâneo sem perder identidade ofensiva.

Do ponto de vista do jogador, a convocação é reconhecimento: Lino, atacante do Flamengo, ganha visibilidade numa lista da seleção e pode crescer em confiança. Para o clube, é um sinal de prestígio — mas também um desafio de calendário.

José Boto reforçou que a orientação será proteger o atleta e coordenar com a comissão técnica da seleção quando necessário, sem fechar mão do interesse do clube nas competições nacionais.

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