
Botafogo anunciou nesta semana a aposta em velhos conhecidos para a reestruturação da SAF, medida que acendeu críticas sobre renovação e influência do clube social nas escolhas.
O encontro entre João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo Social, e o novo investidor da SAF, Gabriel de Alba, selou o desenho da nova equipe técnica e de preparação física do Glorioso.
Nomeações e currículo
Entre as confirmações estão Paulo Bonamigo (coordenador técnico, contratado pelo Botafogo; 65 anos), Marcelo Salles (auxiliar técnico, 2025 no Vasco e no Fluminense) e Ronaldo Torres (preparador físico, 68 anos). Ronaldo Torres tem no currículo trabalhos que incluem os títulos do Brasileiro de 1995 e do Carioca de 2010, segundo registros da época.
- Paulo Bonamigo — coordenador técnico do Botafogo; último trabalho relevante registrado: Remo, Série B de 2021.
- Marcelo Salles — auxiliar técnico do Botafogo; atuou em 2025 por Vasco e Fluminense.
- Ronaldo Torres — responsável pela preparação física do Botafogo; último grande clube registrado: Cruzeiro, em 2021.
As escolhas, segundo fontes internas, tiveram participação direta do clube social presidido por João Paulo Magalhães, que agora tende a ter mais voz na gestão da SAF ao lado do investidor Gabriel de Alba.
Repercussão e críticas
Torcedores e analistas reagiram com ressalvas à opção por profissionais já conhecidos do clube. A crítica principal é a aparente falta de renovação e de olhares externos, justamente num momento em que a SAF busca modernizar estruturas e credenciais para disputar Brasileirão e, no futuro, competições como Copa do Brasil e Libertadores.
Do lado da diretoria, o argumento é de experiência: nomes que conhecem a casa e o ambiente do Botafogo podem acelerar a reestruturação operacional no Centro de Treinamento e no Estádio Nilton Santos. Mas a questão central segue sendo se essa experiência virá acompanhada de propostas técnicas e físicas atualizadas para o futebol moderno.
Contexto e possíveis impactos
Historicamente, o Glorioso já alternou fases de buscar referência interna e procurar renovação externa. Essa opção por figuras de confiança lembra momentos em que o clube priorizou entrosamento e cultura local, em vez de apostas ousadas no mercado.
A escolha tem impacto também na percepção do torcedor e do mercado: patrocinadores e o próprio investidor avaliam não só nomes, mas a narrativa adotada pela SAF. Se a estratégia trouxer resultados rápidos no campo, o debate tende a esfriar; caso contrário, aumentam as cobranças por contratações e por uma direção técnica mais atualizada.
O Botafogo seguirá nos próximos dias com ajustes finos e apresentação formal da nova comissão. A torcida, sempre atenta, observa o desfecho com expectativa — afinal, no futebol carioca, a paciência tem prazo curto e a cobrança é alta.



