
bonnie tyler morreu em 9 de julho de 2026; a canção “Total Eclipse of the Heart” entrou na rotina da seleção argentina na Copa do Mundo de 1986, no Estádio Azteca, e virou parte das superstições do grupo.
O fato, contado no livro O Jogo — Argentina x Inglaterra, 1986, do jornalista Andrés Burgo, virou lembrança curiosa neste dia de despedida da cantora galesa. A música integrava uma playlist que os jogadores ouviam obrigatoriamente no ônibus a caminho dos jogos.
O técnico Carlos Bilardo, citado pela equipe como obsessivo com detalhes, adotou rituais que iam além do treino: era preciso que a sequência de músicas acabasse antes de descer do veículo. Entre elas estavam também “Gigante Chiquito”, de Sergio Denis, e “Eye of the Tiger”, do Survivor.
O ritual no ônibus e os jogadores
O ritual deu ritmo ao cortejo até o Azteca: a do Rocky tocava por último, e a equipe só desembarcava quando a canção terminava. Essa necessidade de cumprir a sequência virou rotina nos dias de jogo.
Símbolos do título de 1986 aparecem nas memórias: Diego Maradona, meia-atacante (aposentado, ex-seleção argentina), era o protagonista em campo; companheiros como Sergio Almirón, atacante (aposentado, ex-seleção argentina), e Ricardo Giusti, volante (aposentado, ex-seleção argentina), também lembram das pequenas cerimônias que aqueciam o grupo antes do jogo.
Uma mistura de música, fé e futebol
Na Copa de 1986, em um Azteca lotado, as superstições se misturavam ao talento. Maradona assinou dois momentos que marcaram o torneio contra a Inglaterra — a chamada “Mão de Deus” e o gol eleito o “Gol do Século” —, e o ambiente criado pela equipe técnica e pelos rituais ajudou a blindar a confiança do time.
Essa união de elementos — treinador detalhista, líder em campo e pequenas cerimônias coletivas — não é exclusividade argentina. No futebol, cabalas convivem com preparação física e tática; servem para ajustar ânimo e foco antes de confrontos decisivos.
Além do aspecto esportivo, a presença de uma canção pop internacional no fundo sonoro de um título mundial mostra como a cultura popular se mistura ao futebol: anos depois, outra música de Bonnie Tyler, “It’s a Heartache”, ganhou adaptação nas arquibancadas argentinas, em cantos que pediam mais garra dos atletas.
Legado e lembrança
Com a notícia da morte de Bonnie Tyler aos 75 anos, em 9 de julho de 2026, a história ganhou nova vida: não só como curiosidade, mas como lembrança de que pequenos rituais podem fazer parte de grandes conquistas. No fim das contas, o que ficou foi a memória do grupo que venceu no México e a trilha sonora inesperada que o acompanhou.



