
Jude Bellingham (meio-campista — Real Madrid) decidiu na prorrogação e levou a Inglaterra às semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Noruega por 2 a 1 nesta terça-feira (14), no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens.
O jogo foi de ritmo cortado, viradas de campo e tensão até o fim: 1 a 1 no tempo normal e o segundo de Bellingham na prorrogação selou a vaga inglesa.
A partida
Primeiro tempo
O que parecia começar tímido ganhou cor aos 34 minutos, quando a seleção norueguesa abriu o placar com um gol de canto bem trabalhado — lance que obrigou a Inglaterra a correr atrás do prejuízo. A equipe britânica, com 70% de posse em alguns momentos, sofreu para furar a marcação rival em linhas altas.
Antes do intervalo, aos 46, a Inglaterra igualou. Antony Gordon (atacante — Everton) avançou pela esquerda e achou Jude Bellingham na entrada da área; o meio-campista finalizou de canhota e deixou tudo igual.
O fim da etapa teve ainda um gol anulado por impedimento, aumentando o clima tenso no Hard Rock Stadium.
Segundo tempo
A etapa final teve a Noruega mais agressiva nos primeiros minutos e uma cobrança de escanteio que chegou a balançar as redes — anulado após revisão do VAR e repetição da cobrança. Os nórdicos seguiram perigosos em bolas paradas e em rebotes.
A Inglaterra respondeu com perigo aos 32, em jogada de Bukayo Saka (atacante — Arsenal) que quase resultou em gol. Aos 41, Saka levantou a torcida outra vez com cruzamento perigoso para Eberechi Eze (meio-campista — Crystal Palace).
Sem gols no tempo normal, o duelo foi decidido na prorrogação.
Prorrogação
Nos primeiros minutos do tempo extra, o goleiro norueguês fez uma defesa espetacular após cabeceio de Harry Kane (atacante — Bayern Munich), mas não conseguiu evitar o lance seguinte: Jude Bellingham recebeu e marcou seu segundo da noite, colocando a Inglaterra na frente.
Houve ainda confusão aos 10 minutos, quando um lance que parecia pênalti para a Noruega foi revisado pelo VAR e mantido como jogo normal. No segundo tempo da prorrogação a Inglaterra soube controlar o jogo e segurou o 2 a 1 até o apito final.
Análise e contexto
Bellingham confirma o que vinha mostrando pelos clubes: presença, chegada à área e faro de gol — atributos que o levaram a ser referência no meio-campo do Real Madrid e agora decisivo na seleção inglesa. Marcar duas vezes em jogo de mata‑mata é prova de maturidade em campo grande.
Do ponto de vista tático, a vitória mostra a capacidade da Inglaterra de suportar pressão em bolas paradas e de capitalizar nas transições ofensivas. Já a Noruega, com atacantes de área e bom jogo aéreo, cria problemas em escanteios e cobranças longas — ponto que a Inglaterra conseguiu, aos trancos e barrancos, neutralizar até o fim.
O que vem a seguir
A seleção comandada por Thomas Tuchel agora espera o adversário das semifinais; o próximo rival sai do outro confronto do chaveamento. Para a torcida inglesa é dia de respirar aliviada — e para os noruegueses, a missão é aprender com a experiência em mata‑mata.
O Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, viveu uma daquelas noites quentes de Copa: jogo truncado, emoção na prorrogação e decidida por um jogador que vem chamando a atenção do planeta futebol.



