
Bélgica encara a Espanha nesta sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026, em jogo que pode marcar a despedida da chamada “geração de ouro”.
Os Diabos Vermelhos chegam ao mata-mata depois de uma campanha com altos e baixos: empates na fase de grupos e uma virada histórica contra Senegal nas oitavas, além da goleada de 4 a 1 sobre os Estados Unidos na segunda fase.
A confiança e as partidas-chave
Depois do tropeço nos empates com Egito e Irã, a Bélgica reagiu. A virada sobre o Senegal e a vitória ampla contra os Estados Unidos devolveram fôlego ao time e acenderam a esperança de que a equipe ainda tem fôlego para avançar entre os quatro melhores.
Numa seleção em transição, veteranos fazem a diferença em momentos decisivos.
Última chance da “geração de ouro”
A sobrevivência dos belgas no torneio passa pelos remanescentes da famosa geração: Kevin De Bruyne (meia do manchester city), Romelu Lukaku (atacante do inter de milão) e Thibaut Courtois (goleiro do real madrid).
De Bruyne e Lukaku, mesmo sem ter sido sempre titulares absolutos, aparecem como referências técnicas para aliviar a pressão sobre nomes mais jovens como Doku e Trossard. Courtois, aos 34 anos, seguiu sendo peça-chave na defesa belga durante o torneio.
O que está em jogo
Além da vaga nas semifinais, há o peso simbólico: avançar seria dar um adeus glorioso a jogadores que, juntos, levaram a Bélgica ao pódio da Copa de 2018. A eliminação, por outro lado, pode antecipar a transição tumultuada para a nova geração.
Para o Brasil e o futebol sul-americano, a passagem da Bélgica às fases finais representa manter um adversário físico e experiente na reta decisiva; a eliminação abriria caminho para que seleções com estilo europeu mais técnico — como a Espanha — tenham percurso teoricamente menos marcado por duelos contra o poderio belga.
Panorama tático e conservação de energia
A Espanha, favorita em muitos prognósticos, terá de lidar com a experiência dos belgas, que se apoiam em transições rápidas e na capacidade individual de De Bruyne e Lukaku de mudar o jogo mesmo vindo do banco.
Se a Bélgica conseguir controlar o ritmo e explorar as costas da defesa espanhola, pode transformar a partida em um confronto aberto; caso contrário, a qualidade técnica e a posse da Espanha tendem a desnivelar o duelo.
No papel, é um clássico de gerações: a seleção espanhola mais renovada contra a Bélgica que tenta fazer história antes da despedida dos seus líderes.



