
argentina em dallas voltou a campo nesta segunda-feira (22), às 14h (de Brasília), para o segundo jogo da seleção na Copa do Mundo de 2026. A partida na cidade texana reacende memórias do Mundial de 1994, quando aquele solo norte-americano marcou o início de um capítulo doloroso para os Hermanos. A seleção chega a Dallas com a cobrança de dar resposta em campo e apagar sombras do passado. O duelo acontece em um cenário onde história e presente se cruzam, no mesmo estado que abrigou o Cotton Bowl décadas atrás.
Derrota argentina em Dallas
Em 1994, a Argentina jogou no Cotton Bowl, em Dallas, e saiu derrotada por 2 a 0 para a Bulgária na última rodada da fase de grupos. Aquela derrota deixou os Hermanos em terceiro lugar no grupo, uma situação que antecipou a eliminação precoce no mata-mata contra a Romênia, por 3 a 2, nas oitavas de final. O revés em Dallas ficou marcado não só pelo resultado, mas pelo clima de incerteza que dominou a equipe após o episódio com seu principal ídolo. Hoje, voltar ao Texas traz lembranças daquele time do começo dos anos 90 e do impacto que os fatos tiveram na sequência do torneio.
O último tango de Maradona
O episódio central foi a suspensão de Diego Maradona (meia-atacante, então no Napoli), que deixou o campo acompanhado para realizar o exame antidoping após a partida em que já havia brilhado. Maradona havia sido decisivo na estreia contra a Grécia e atuado como maestro no triunfo por 2 a 1 contra a Nigéria, em Boston, antes do teste que deu positivo para efedrina. O resultado do exame pôs fim à participação do ídolo no Mundial e provocou grande comoção na Argentina, deixando a seleção órfã de um líder técnico e simbólico. A ausência de Maradona mudou a trajetória do time na competição e até hoje é lembrada como um dos grandes traumas da história futebolística argentina.
Contexto e impacto
O episódio de 1994 teve consequências imediatas e de longo prazo: eliminada nas oitavas, a Argentina passou por reformulações até retomar grandeza nas décadas seguintes, culminando na conquista da Copa do Mundo em 2022. Voltar a Dallas em 2026 provoca comparação entre gerações, mas o elenco atual é outro, formado por jogadores atuando em grandes clubes europeus e com diferentes referências táticas. A repercussão histórica do Cotton Bowl mostra que estádios e cidades guardam memória e que resultados traumáticos podem impulsionar mudanças. Para o torcedor, há mistura de saudade e expectativa; para a seleção, é uma chance de virar página e avançar no Mundial.



