Álbum surfa na pré-venda internacional e surpreende torcedor

O álbum oficial da Copa do Mundo já começou a aparecer em bancas fora do Brasil, com exemplares sendo vendidos na Espanha antes do lançamento previsto para 1º de maio no país. A Panini manteve o formato ampliado: serão 980 cromos por causa das 48 seleções no Mundial. No Rio e nas outras capitais, a expectativa é ver torcidas do Maracanã, São Januário e Nilton Santos correndo atrás das figurinhas nos dias de jogo, assim como nos últimos Cariocões e edições do Brasileirão.
Mas o que pegou mesmo os fãs foi a página da Seleção Brasileira: pela primeira vez em quatro edições, não há espaço reservado a Neymar — ausência que chama atenção entre botecos e arquibancadas. Neymar (atacante, Al-Hilal) segue como um dos nomes mais comentados pela torcida, e a omissão no álbum alimenta as dúvidas sobre convocações e cenários de preparação para a Copa. A escolha da Panini também segue a decisão de excluir o atacante de outro produto recente, o Adrenalyn XL, que traz 11 jogadores por seleção.
Rodrygo aparece no caderno apesar da lesão
Outro destaque: Rodrygo (atacante, Real Madrid) aparece na lista do álbum mesmo depois do rompimento do ligamento cruzado anterior e menisco do joelho direito, lesão que o deixa fora do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá. A presença do nome do jogador gerou reação imediata entre torcedores do Tricolor das Laranjeiras e rivais nos grupos de WhatsApp, já que a convocação de Carlo Ancelotti e da comissão técnica segue como questão aberta. Na prática, ter Rodrygo no álbum é um reflexo da expectativa da Panini sobre estrelas que tradicionalmente vendem bem.
Como a Panini montou a lista brasileira
Na página dedicada ao Brasil, a seleção aparece organizada por posições, com nomes que vêm se destacando nas temporadas europeias e nacionais. Entre os goleiros, o álbum traz Alisson (goleiro, Liverpool) e Bento (goleiro, Corinthians). No setor defensivo aparecem zagueiros de peso como Marquinhos (zagueiro, Paris Saint-Germain), Éder Militão (zagueiro, Real Madrid) e Gabriel Magalhães (zagueiro, Arsenal), além de outros laterais que compõem a base da defesa brasileira.
- Goleiros: Alisson (goleiro, Liverpool) e Bento (goleiro, Corinthians).
- Defensores: Marquinhos (zagueiro, Paris Saint-Germain), Éder Militão (zagueiro, Real Madrid), Gabriel Magalhães (zagueiro, Arsenal), Wesley (zagueiro, nome do clube listado no álbum) e Danilo (lateral, Juventus).
- Meio-campistas: Bruno Guimarães (volante/meiocampista, Newcastle United), Lucas Paquetá (meio-campista, West Ham United) e Casemiro (volante, Manchester United).
- Atacantes: Vinícius Júnior (atacante, Real Madrid), Rodrygo (atacante, Real Madrid), Luiz Henrique (atacante, nome do clube listado no álbum), João Pedro (atacante, Brighton & Hove Albion), Matheus Cunha (atacante, Atlético de Madrid), Gabriel Martinelli (atacante, Arsenal), Raphinha (atacante, Barcelona) e Estêvão (atacante, clube listado no álbum).
Observações sobre nomes e formato
A Panini anunciou que o álbum terá 980 cromos, reflexo direto da ampliação do Mundial para 48 seleções; em 2022 o caderno tinha 670 figurinhas. Apesar do aumento do volume de cromos, a empresa manteve os pacotinhos a R$ 7 com 7 figurinhas por pacote no Brasil, enquanto o caderno custará R$ 24,90 — edições especiais de capa dura chegam a R$ 79,90 e um box com 40 pacotinhos foi tabelado a R$ 359,90. Estimativas de colecionadores e economistas apontam que completar o álbum pode custar mais de R$ 7 mil, dependendo de trocas, compras e promoções.
Reação das torcidas cariocas
Na cidade, a ausência de Neymar no álbum virou assunto entre torcedores do Mengão, do Gigante da Colina, do Tricolor das Laranjeiras e do Glorioso. Em bate-papos nos arredores do Maracanã, a conversa mistura paixão clubística com curiosidade sobre a lista final da Seleção. Para quem coleciona, o álbum é tanto lembrança quanto reflexo das escolhas que a Seleção Brasileira e a imprensa internacional fazem na preparação para a Copa.
O que vem pela frente
Com o lançamento oficial no Brasil marcado para 1º de maio, as próximas semanas deverão trazer versões físicas mais difundidas nas bancas e pontos de venda das grandes cidades. Torcedores e colecionadores cariocas já se organizam em trocas e feiras nos arredores dos estádios; será comum ver filas nos dias de jogo do Brasileirão e da Libertadores para garantir pacotinhos e dobrar a aposta na sorte de achar a figurinha faltante.



