
O Estádio Azteca, na Cidade do México, vai receber a festa de abertura da Copa do Mundo 2026 e, como sempre, vai estar lotado de emoção. Mas, no último dia 5 de abril, quatro sortudos tiveram uma experiência que foge do comum: dormir dentro do templo do futebol mexicano e assistir a um duelo depois de viver o estádio por dentro. Foi uma ação da plataforma Airbnb que ofereceu hospedagem de alto padrão dentro da arena, com direito a ingresso para o jogo e acesso VIP. A proposta abraça o espetáculo do torneio, trazendo torcedores para bem perto do gramado e da história viva do Azteca.
Conheça a suíte VIP dentro do Azteca
A suíte montada pela Airbnb foi parte de uma série de hospedagens temáticas; as inscrições abriram em março e os contemplados não pagaram a estadia nem os ingressos, mas arcaram com o deslocamento até o local. Dentro da experiência havia um tour exclusivo por áreas normalmente fechadas ao público e atividades privadas antes da partida de abertura, tudo pensado para transformar a noite em memória. A ação teve público reduzido e curadoria cuidadosa, com atenção à segurança e ao roteiro dentro do estádio. É uma forma diferente de viver o futebol, bem no coração do palco onde a Copa terá sua largada.
O anfitrião dessa noite especial foi Hugo Sánchez, atacante aposentado e ídolo do futebol mexicano, que defendeu o Real Madrid em mais de 200 partidas ao longo da carreira. Hugol conduziu conversas sobre gols memoráveis e bastidores, relembrando episódios de sua trajetória e contando causos que só quem viveu o futebol de alto nível conhece. Entre as atividades, os convidados passaram pela chamada Tribuna Hugol, jogaram pebolim e participaram de jogos digitais, tudo regado a histórias do gramado. Foi uma combinação de nostalgia e espetáculo, com o ex-jogador abrindo a caixa de memórias para quem estava ali.
Sobre o Estádio Azteca
O palco lendário do futebol mexicano tem capacidade para cerca de 83 mil torcedores e será o cenário do jogo de abertura entre México e África do Sul no dia 11 de junho, marcando oficialmente o início do Mundial. Além da partida inaugural, o Azteca receberá mais quatro jogos da competição, incluindo ao menos um confronto das oitavas de final, mantendo seu papel de casa de grandes decisões. O estádio já entrou para a história ao sediar as finais das Copas de 1970, quando o Brasil conquistou o tricampeonato, e 1986, com a Argentina levantando o título; essas marcas somam-se ao peso simbólico do local. Para quem esteve na suíte VIP, a sensação foi de estar dentro de um capítulo vivo dessa história.
Pra gente aqui do Rio dá até vontade de comparar: sentir o Azteca lotado lembra quando o Maracanã ferve em clássico, ou quando a torcida faz do Nilton Santos e de São Januário verdadeiros caldeirões. A diferença é o tempero local — cada estádio tem sua alma, e o Azteca tem a sua, intensa e histórica. Para torcedores cariocas que planejam uma viagem, a experiência mostra como as grandes arenas se reinventam para criar memórias além do apito final. No fim das contas, é futebol sendo celebrado em alto e bom som, seja no Templo do Futebol Mexicano ou nas arquibancadas do nosso quintal.



