
Achraf Hakimi, lateral‑direito do Paris Saint‑Germain (PSG), afirmou nesta sexta‑feira (19 de junho de 2026) que irá a julgamento por uma acusação de estupro e disse esperar “finalmente falar”. A Corte de Apelações de Versalhes rejeitou o recurso apresentado pelo jogador, segundo apuração, o que abre caminho para a instauração do processo criminal, embora a data do julgamento ainda não tenha sido fixada. Hakimi havia sido convocado para a seleção do Marrocos para o compromisso contra a Escócia e recorreu da decisão de ser remetido ao tribunal. Em postagem na rede social X, o lateral marroquino afirmou que a investigação tem afetado sua família e que aguarda a oportunidade de expor sua versão dos fatos.
https://x.com/AchrafHakimi/status/2067868374042829027
“Estou esperando por esse julgamento desde o primeiro dia. E agora estou ansioso por ele. Finalmente poderei falar.”, escreveu Hakimi em sua conta no X, reforçando a intenção de esclarecer publicamente os acontecimentos. Ainda não há confirmação oficial sobre quando o processo deverá começar; nem a Corte de Apelações de Versalhes nem o advogado do jogador se manifestaram até o momento. O Ministério Público de Nanterre abriu a investigação em 2023 após uma queixa contra o atleta, que segue sob apuração. O caso ganhou atenção internacional porque Hakimi é jogador de seleção e figura conhecida no Paris Saint‑Germain, clube que disputa competições europeias e nacionais de alto nível.
Contexto e impacto esportivo
Do ponto de vista esportivo, a ida a julgamento marca a transição da fase investigativa para o processo penal formal, situação que clubes e seleções acompanham de perto. Hakimi vinha sendo presença constante tanto no PSG quanto na seleção do Marrocos; participou da estreia do Marrocos na Copa do Mundo, no empate contra o Brasil, e manteve a rotina com a equipe nacional durante o torneio. Em termos práticos, medidas disciplinares por parte de clubes ou confederações variam conforme políticas internas e decisões judiciais, e por ora não há determinação automática sobre convocações ou contratos. A indefinição sobre a data do julgamento mantém a questão em aberto e sujeita a desdobramentos tanto jurídicos quanto administrativos.
Próximos passos processuais
Com o recurso negado em Versalhes, a expectativa é que a defesa e o Ministério Público sigam as etapas previstas pelo processo penal francês até a marcação de uma audiência. A natureza do processo criminal impõe prazos e garantias legais, e qualquer mudança na situação do jogador dependerá de decisões judiciais futuras. Para o público e a imprensa esportiva, o caso deve continuar sendo acompanhado por seu impacto na imagem do atleta e na gestão de convocações e aproveitamento em clubes. Enquanto isso, a ausência de uma data para o julgamento mantém as partes em alerta e a narrativa pública em compasso de espera.



