Estados Unidos divulga lista de 26 para a Copa do Mundo em casa

País-sede, Estados Unidos divulga convocação para a Copa do Mundo | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Na manhã desta terça-feira, os Estados Unidos finalmente oficializaram a lista de 26 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo em casa. Depois de meses de especulação, Mauricio Pochettino fechou o grupo com mistura de experiência europeia e escolhas que surpreenderam. A convocação chega com a seleção pressionada por jogar em casa e com a torcida esperando desempenho à altura. Aqui no Rio a gente acompanha com curiosidade: quando o país-sede é gigante, todo detalhe vira notícia.

O time de Pochettino tem nomes experientes como Tyler Adams (volante, Bournemouth) e Weston McKennie (meio-campista, Juventus), que aparecem como referências no meio-campo. A presença desses dois dá equilíbrio, tanto na leitura de jogo quanto na saída de bola, algo que agrada quem gosta de futebol organizado. Também há jogadores jovens que chegam com pressões diferentes: alguns por retomarem forma, outros por aproveitarem a chance do momento. Essa mistura é típica de uma seleção que quer brilhar no torneio e não só sobreviver nas fases iniciais.

Uma das maiores dúvidas antes do anúncio era a situação de Giovanni Reyna (meia, Borussia Dortmund), que confirmou presença mesmo sem iniciar pela seleção desde dezembro do ano passado. A opção por Reyna, com seu drible e visão de jogo, foi entendida por Pochettino como um risco calculado. Em paralelo, Tanner Tessmann (meio-campista, Lyon) acabou ficando fora da lista, apesar da expectativa de recuperação de lesão que o afastou recentemente. Também houve surpresa com Alejandro Zendejas (meia, Club América), que acabou ganhando espaço na convocação em lugar de outras opções esperadas.

No ranking da Fifa, os Estados Unidos aparecem em 16º lugar, um reflexo de oscilações desde a última Copa, quando variaram entre 11º e 18º. Para uma seleção que recebe o Mundial em casa, essa colocação indica força, mas também trabalho a fazer diante de seleções tradicionais. A pressão de jogar em estádios como o SoFi Stadium, em Inglewood, e o Lumen Field, em Seattle, será enorme e a comissão técnica sabe que cada erro será cobrado. É nesse cenário que Pochettino monta seu quebra-cabeça.

O calendário antes da estreia também foi confirmado: os americanos abrem a competição em 12 de junho contra o Paraguai, em Inglewood, passam pela Austrália em 19 de junho, em Seattle, e fecham a fase de grupos contra a Turquia em 25 de junho, novamente em Inglewood. Antes disso, o time fará amistosos preparatórios contra Senegal, em 31 de maio, em Charlotte, e Alemanha, em 6 de junho, em Chicago. Esses jogos devem servir para afinar a lista e rodar o elenco pensando no ritmo que a Copa exige.

Veja os convocados

  • Goleiros: Chris Brady, Matt Freese, Matt Turner
  • Defensores: Max Arfsten, Sergiño Dest, Alex Freeman, Mark McKenzie, Tim Ream, Chris Richards, Antonee Robinson, Miles Robinson, Joe Scally, Auston Trusty
  • Meio-campistas: Tyler Adams (volante, Bournemouth), Sebastian Berhalter, Weston McKennie (meio-campista, Juventus), Cristian Roldan
  • Atacantes: Folarin Balogun, Ricardo Pepi, Haji Wright, Brenden Aaronson, Christian Pulisic, Gio Reyna (Giovanni Reyna), Malik Tillman, Tim Weah, Alejandro Zendejas

O que fica de lição

A convocação dos EUA mostra um técnico com pulso para equilibrar juventude e experiência, e também dá sinais de que o elenco foi pensado para transição rápida entre defesa e ataque. Para nossos olhos aqui no Rio, é curioso ver como seleções que jogam em casa lidam com expectativas: parecido com a pressão que o Mengão sente no Maracanã em dias grandes. Agora é acompanhar amistosos e ver quem chega afiado para a estreia em junho.

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