Os craques da Copa-2022 que não estarão em 2026: quem saiu de cena

Não voltam mais: os craques que estavam na Copa de 2022, mas se aposentaram | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Quatro anos separam o Mundial do Catar de 2026, e o mapa das seleções mudou na raça: aposentadorias e despedidas internacionais redesenharam elencos e deixaram vagas abertas para a nova geração. A partir de 2023 a renovação virou regra, com jogadores veteranos priorizando clubes ou encerrando carreiras. Aqui a crônica registra quem saiu de cena: nomes que foram protagonistas em 2022 e já não deverão vestir suas camisas nacionais em 2026.

O movimento não é só estatística — é também oportunidade. No cenário dos clubes, do Brasileirão à Libertadores, ausências de astros liberam espaço para jovens e mexem na dinâmica de times que disputam vagas em competições importantes. No Rio, dérbis no Maracanã, São Januário e no Nilton Santos ganham contornos diferentes quando a seleção passa por reformulação.

Entre os casos de aposentadoria total (clube e seleção) estão jogadores que deixaram a bola de vez nos últimos anos. Pepe (zagueiro — aposentado) anunciou sua saída em 2024, ícone de liderança que fechou um ciclo longo. Gareth Bale (atacante/ala — aposentado) encerrou a carreira em 2023, assim como Eden Hazard (meia-atacante/ala — aposentado), nomes que marcaram suas seleções nas últimas décadas.

Raphaël Varane (zagueiro — aposentado) também surpreendeu ao pendurar as chuteiras em 2024 por conta de lesões recorrentes, e Diego Godín (zagueiro — aposentado) deu adeus ao campo em 2023 após longa trajetória. Outros veteranos europeus que decidiram parar incluem Mats Hummels (zagueiro — aposentado), Dries Mertens (atacante — aposentado) e Jan Vertonghen (zagueiro — aposentado).

Sul-americanos aposentados

Na América do Sul houve despedidas emblemáticas que mexem com memória e tática. Andrés Guardado (meio-campista/lateral — aposentado) entrou para a lista de veteranos que se desligaram do futebol profissional nos últimos anos. Diego Godín, além de referência na defesa uruguaia, deixou um buraco de experiência que as seleções tentam agora preencher com nomes mais jovens.

No futebol de clubes, a saída desses nomes altera mercados e projetos: times que antes contavam com veteranos para liderança agora buscam alternativas entre garotos ou reforços experientes sem passagem recente por seleções. Isso reverbera no calendário do Brasileirão e nas estratégias para a Libertadores e Copa do Brasil.

Deixaram as seleções, mas seguem nos clubes

Há também quem optou por encerrar a relação com a seleção, mantendo a rotina nos clubes. Luis Suárez (atacante — em atividade no Nacional, Uruguai) anunciou sua despedida da Celeste em 2024, enquanto Ángel Di María (extremo — em atividade no futebol de clubes) saiu da seleção após a Copa América de 2024. Essas decisões são comuns entre veteranos que querem preservar a forma para o calendário de clubes.

Na França e na Alemanha o processo de renovação foi intenso: Hugo Lloris (goleiro — aposentado da seleção), Olivier Giroud (atacante — em atividade no AC Milan, Itália) e Antoine Griezmann (meia-atacante — em atividade no Atlético de Madrid, Espanha) deixaram espaço para novos nomes nos Bleus. Thomas Müller (atacante/médio — em atividade no Bayern de Munique, Alemanha) e Manuel Neuer (goleiro — em atividade no Bayern de Munique, Alemanha) também encerraram ciclos internacionais após a Euro 2024.

Aposentadoria total (clubes e seleção)

  • Pepe (zagueiro — aposentado)
  • Gareth Bale (atacante/ala — aposentado)
  • Eden Hazard (meia-atacante/ala — aposentado)
  • Raphaël Varane (zagueiro — aposentado)
  • Diego Godín (zagueiro — aposentado)
  • Andrés Guardado (meio-campista/lateral — aposentado)
  • Mats Hummels (zagueiro — aposentado)
  • Jordi Alba (lateral-esquerdo — aposentado)
  • Dries Mertens (atacante — aposentado)
  • Jan Vertonghen (zagueiro — aposentado)

Aposentadoria da seleção (seguem em atividade nos clubes)

  • Luis Suárez (atacante — em atividade no Nacional, Uruguai)
  • Ángel Di María (extremo — em atividade no futebol de clubes)
  • Hugo Lloris (goleiro — aposentado da seleção)
  • Olivier Giroud (atacante — em atividade no AC Milan, Itália)
  • Antoine Griezmann (meia-atacante — em atividade no Atlético de Madrid, Espanha)
  • Thomas Müller (atacante/médio — em atividade no Bayern de Munique, Alemanha)
  • Manuel Neuer (goleiro — em atividade no Bayern de Munique, Alemanha)
  • Ilkay Gündogan (meio-campista — em atividade no futebol europeu)
  • Sergio Busquets (volante — em atividade no Inter Miami, EUA)
  • Edinson Cavani (atacante — em atividade no futebol de clubes)
  • Marcelo Brozovic (volante — em atividade no futebol internacional)

O saldo desses movimentos é claro: a Copa de 2026 terá cara diferente, com menos certos e mais suspeitas. Para o torcedor carioca, resta acompanhar como essa renovação impactará os campeonatos que importam — do Cariocão ao Brasileirão — e torcer para que o espetáculo no Maracanã e nos estádios do Rio continue elétrico, com novos nomes assumindo a responsabilidade deixada pelos veteranos.

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