
Flamengo e os clubes da Libra anunciaram um acordo que põe fim à disputa sobre a distribuição das cotas de TV do Brasileirão até 2029. O entendimento garante ao Rubro-Negro um acréscimo anual estimado entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões, um alívio considerável para o caixa do clube. A divergência tinha como ponto central a parcela de audiência, responsável por 30% da remuneração fixa prevista no contrato de transmissão, e vinha gerando atritos nos bastidores. Com o acordo, as partes afirmam que pretendem concentrar esforços nas competições nacionais e continentais, como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.
Relembre a disputa
A controvérsia se intensificou após a troca de diretoria do Flamengo, que assumiu o comando em janeiro de 2025, e levou o clube a acionar o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para obter medidas cautelares. Na prática, o Rubro-Negro conseguiu bloquear provisoriamente o repasse de R$ 77 milhões, elevando a tensão entre os filiados à Liga. O cerne do debate era o modelo de divisão da verba de audiência, com posições divergentes sobre critérios de distribuição entre os clubes da Libra. O episódio colocou em pauta a governança comercial do futebol e a necessidade de um entendimento entre as principais agremiações do país.
Nota oficial de Flamengo e Libra
Em comunicado conjunto, os clubes da Libra e o Clube de Regatas do Flamengo informaram que firmaram acordo que encerra a divergência sobre a distribuição da receita relativa aos valores de audiência. Segundo o texto, “foi encontrado um ponto de equilíbrio” entre as demandas apresentadas pela nova diretoria do Flamengo e o modelo defendido por alguns clubes. O comunicado destaca o esforço coletivo para chegar à solução e o desejo de avançar na valorização das propriedades dos clubes. As partes afirmam que o próximo passo é trabalhar em conjunto com a CBF e demais entidades para fortalecer o ecossistema do futebol brasileiro.
Impacto financeiro e próximos passos
Para o Mengão, o incremento anual projetado pode influenciar diretamente o planejamento de folha, reforços e investimentos em categorias de base, segundo a diretoria. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, participou das negociações e sinalizou foco em fortalecer receitas e ativos do clube. O acordo também abre caminho para novas discussões sobre a criação da Liga Nacional, que pode modificar a comercialização e a governança das competições. Em campo, a trégua nos bastidores deve permitir mais atenção às campanhas no Brasileirão e às partidas no Maracanã, cenário central para a geração de receita dos clubes cariocas.



