
O Nottingham Forest venceu o Chelsea por 3 a 1 na tarde desta segunda-feira (4), no Stamford Bridge, em Londres, pela 35ª rodada da Premier League. O placar foi construído rapidamente, com os visitantes impondo ritmo desde o primeiro minuto. O time da casa ainda tentou reagir, mas não conseguiu evitar a derrota diante da torcida. No fim, João Pedro (atacante, Chelsea) deixou sua marca com um golaço de bicicleta, já nos acréscimos.
Como fica
Com a derrota, o Chelsea permanece na nona colocação da Premier League, com 48 pontos em 35 rodadas disputadas. O resultado afasta os Blues da briga direta pelas vagas europeias, deixando-os a três pontos do Brentford, sétimo colocado com 51 pontos. Já o Nottingham Forest subiu para a 16ª posição, chegando a 45 pontos e abrindo seis de vantagem sobre o West Ham United, 18º colocado com 36. Restam três rodadas para o fim da competição, e cada ponto vale muito na luta contra o rebaixamento.
O jogo
Os visitantes começaram em cima e abriram o placar logo aos 1 minuto, quando Taiwo Awoniyi (atacante, Nottingham Forest) cabeceou com força após cruzamento de Dilane Bakwa pela direita. O lance desestabilizou o Chelsea, que teve dificuldade para recuperar a posse e responder com velocidade. A torcida sentiu o golpe no Stamford Bridge, enquanto o Forest mostrou eficiência nas poucas chances que criou. A pressão do time visitante ditou o ritmo do primeiro tempo.
Aos 14 minutos, Igor Jesus (atacante, Nottingham Forest) cobrou pênalti e ampliou a vantagem após revisão do VAR — a penalidade foi marcada por puxão de camisa de Malo Gusto (lateral-direito, Chelsea) em Awoniyi dentro da área, e o defensor recebeu cartão amarelo pela falta. O tento deixou o Forest mais confortável na partida e obrigou o Chelsea a sair mais para o ataque em busca do empate. A equipe londrina tentou reorganizar a transição ofensiva, mas seguia vulnerável a contra-ataques. O jogo permaneceu tenso e físico, com faltas e revisões constantes do VAR.
O Chelsea teve chance de diminuir ainda no primeiro tempo ao ganhar sua própria penalidade máxima depois do choque entre Zach Abbott (defensor, Nottingham Forest) e Jesse Derry (defensor, Nottingham Forest) na área. Cole Palmer (atacante, Chelsea) assumiu a cobrança, mas viu Matz Sels (goleiro, Nottingham Forest) fazer uma defesa importante e manter o 2 a 0 no intervalo. A defesa do Forest se recompôs e o goleiro assumiu papel decisivo para segurar o placar. Para o Chelsea, a perda dessa oportunidade foi um duro golpe no moral da equipe.
A segunda etapa começou com o Nottingham Forest ampliando aos 6 minutos: Morgan Gibbs-White (meio-campista, Nottingham Forest) entrou no jogo, tabelou com Neco Williams e cruzou rasteiro para Awoniyi completar na marca do pênalti. O lance foi revisado pelo VAR por suspeita de impedimento, mas o gol foi validado e confirmou o 3 a 0 dos visitantes. Com a vantagem, o Forest se fechou melhor e passou a explorar transições, administrando o resultado. O Chelsea então foi obrigado a tentar soluções ofensivas mais diretas para buscar uma reação.
Nos minutos finais, o Chelsea tentou pressionar e chegou a ver um gol de João Pedro (atacante, Chelsea) anulado por impedimento aos 29 minutos da segunda etapa, o que frustrou a torcida que ainda aguardava um resultado melhor. Mesmo assim, o time não desistiu e seguiu atacando contra uma defesa bem postada do Forest. Na reta final, já nos acréscimos, João Pedro conseguiu se redimir com um golaço de bicicleta aos 47 minutos, fechando a conta individualmente, embora sem alterar o desfecho da partida. Foi um momento de talento do atacante, mas insuficiente para evitar a derrota do Chelsea em Stamford Bridge.
Protocolos de concussão
A partida teve ainda episódios que acionaram o protocolo de concussão: Jesse Derry (defensor, Nottingham Forest) e Zach Abbott (defensor, Nottingham Forest) se chocaram de cabeça ao fim do primeiro tempo e precisaram ser substituídos por precaução. No segundo tempo, Robert Sánchez (goleiro, Chelsea) deixou o campo após uma colisão com Morgan Gibbs-White e deu lugar a Filip Jorgensen (goleiro, Chelsea). As trocas por motivos médicos atrasaram o andamento do jogo e mostraram a preocupação das equipes com a segurança dos atletas. As substituições foram realizadas seguindo os protocolos médicos vigentes e sem maiores contusões relatadas em campo.



