
David de Gea (goleiro, Fiorentina) foi direto ao ponto nas redes ao defender Antonín Kinsky (goleiro, Tottenham Hotspur) depois das falhas que custaram caro na partida de oitavas da Champions League. O espanhol, campeão da Premier League em sua carreira, deixou uma mensagem de apoio no X durante a rodada em que o Atlético de Madrid venceu o Tottenham por 5 a 2. A intervenção veio em meio à avalanche de gols dos madrilenos e à saída prematura de Kinsky do jogo. A recomendação foi simples: “mantenha a cabeça erguida” — conselho de quem conhece a pressão de jogar no gol.
O que aconteceu com Kinsky na Champions?
Aos cinco minutos, a partida já mostrava sinais de descontrole para o Tottenham: Ademola Lookman (atacante, Atlético de Madrid) recuperou a bola e iniciou a jogada que terminou no gol. Na sequência, houve uma ação que envolveu Julián Álvarez (atacante, Manchester City) e Marcos Llorente (meio-campista, Atlético de Madrid), com Llorente finalizando forte no canto. Foi a primeira falha clara que abriu o jogo e expôs a insegurança da zaga e do goleiro. O cenário ficou ainda mais complicado pelo ritmo agressivo do adversário, que não deu trégua na criação de chances.
Aos sete minutos, Antoine Griezmann (atacante, Atlético de Madrid) ampliou após mais um erro de cobertura defensiva do Tottenham. O terceiro gol, aos 15, nasceu de um recuo mal feito: Micky van de Ven (zagueiro, Tottenham Hotspur) atrasou a bola e Kinsky tentou sair jogando, mas sofreu um erro na tentativa de chute, permitindo que Julián Álvarez aparecesse para empurrar para o gol vazio. Diante da situação e da goleada parcial, o treinador Igor Tudor (técnico, Tottenham Hotspur) tomou a decisão de mexer cedo: aos 16 minutos Kinsky deu lugar a Vicario (goleiro, Tottenham Hotspur), que vinha atuando como titular na temporada.
Tottenham em má fase
A derrota por 5 a 2 nas oitavas da Champions deixa o Tottenham em evidência pelo lado negativo, mas o problema é mais amplo do que um jogo ruim. Na Premier League, o clube aparece em 16º lugar, com 29 pontos em 29 partidas, correndo risco real de queda para a Championship — o West Ham, primeiro time na zona de rebaixamento, tem 28 pontos. A pressão sobre Tudor e o calendário apertado tornam a recuperação urgente, tanto no torneio europeu quanto no campeonato inglês. Para um time com aspirações maiores, a combinação de instabilidade defensiva e erros individuais tem sido fatal nesta temporada.



