Nova York terá cinco fan zones gratuitas para a Copa, com destaque para o complexo do US Open

Nova York terá fan zones gratuitas no complexo do US Open para a Copa | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

A cidade de Nova York vai trocar o tênis pelo futebol neste verão americano: o prefeito Zohran Mamdani anunciou em 27 de abril que o complexo USTA Billie Jean King National Tennis Center, no Queens, será a maior das cinco fan zones gratuitas montadas pela cidade para a Copa do Mundo. O espaço em Queens deve comportar até 10 mil torcedores simultaneamente entre 11 e 27 de junho, segundo autoridades municipais, e outras zonas serão instaladas em Manhattan, Bronx, Brooklyn e Staten Island. Mamdani destacou que a decisão de tornar os eventos gratuitos partiu da ideia de que o futebol deve pertencer a todos: a iniciativa busca garantir acesso coletivo às transmissões para quem não pôde pagar ingressos. A medida vem diante de críticas aos preços dos bilhetes e da pressão de legisladores e torcedores por alternativas públicas.

Locais, datas e programação

Em Manhattan, a fan zone será montada no Rockefeller Center entre 6 e 19 de julho, enquanto o Brooklyn Bridge Park terá uma das programações mais longas, de 13 de junho a 19 de julho. Eventos menores estão previstos no Bronx Terminal Market e no Staten Island University Hospital Community Park, com transmissões ao vivo dos jogos, opções de alimentação e programação cultural para famílias e comunidades locais. Organizações locais farão atividades comunitárias e a cidade promete anúncios de novas atrações nas próximas semanas, ampliando o leque de experiências além das partidas. A oferta gratuita vai combinar transmissão em telões com música, food trucks e ações para crianças, numa tentativa de reproduzir o clima de torcidas organizadas em espaços abertos.

Impacto econômico deve ultrapassar bilhões

A governadora Kathy Hochul afirmou que a região pode receber mais de 1 milhão de visitantes e estimou um impacto econômico na ordem de US$ 3,3 bilhões, reflexo do aumento de fluxo em hotéis, bares e comércio local. Entre as iniciativas anunciadas está o programa “New York Kicks”, com investimento de US$ 5 milhões em infraestrutura para futebol juvenil, além de um fundo de US$ 500 mil em subsídios para apoiar eventos comunitários ligados à Copa. Autoridades também falaram em ampliar horários de funcionamento de bares e autorizações para exibições públicas ao ar livre como medidas para facilitar a experiência do torcedor. Melhorias permanentes de infraestrutura, por exemplo em parques de Staten Island, foram citadas como legado esperado para as comunidades anfitriãs.

Segurança e coordenação

Questionado sobre segurança, o prefeito Mamdani disse que os preparativos estão sendo coordenados com a polícia e outras agências municipais para mitigar riscos e garantir tranquilidade nos eventos. “Serão eventos onde os nova-iorquinos poderão celebrar sem medo”, afirmou, ressaltando a importância de planos de contingência e logística de transporte para acolher grandes públicos. As fan zones devem contar com equipes de atendimento, pontos de apoio médico e rotas definidas para emergências, segundo os organizadores. A expectativa oficial é equilibrar acesso público e segurança sem comprometer a fluidez das transmissões e atividades culturais.

Para o torcedor carioca que acompanha futebol, a movimentação em Nova York lembra o clima que vivemos no Maracanã e em estádios como São Januário e Nilton Santos quando há clássicos ou jogos decisivos. Mengão, Gigante da Colina, Tricolor das Laranjeiras e Glorioso têm torcidas espalhadas pelo mundo, e a criação de fan zones gratuitas aumenta as chances de encontros entre rubro-negros, vascaínos, tricolores e alvinegros que estiverem nos Estados Unidos durante a Copa. Com transmissões concentradas e espaços abertos, a experiência pode lembrar as torcidas nos grandes jogos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores, além do próprio entusiasmo em torno da Copa do Mundo, cuja final está marcada para 19 de julho. A iniciativa de Nova York nasce com promessa de festa, economia e um esforço para democratizar o acesso ao principal espetáculo do futebol.

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