
O árbitro Flavio Rodrigues de Souza explicou em súmula os motivos das expulsões no clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no último domingo na Neo Química Arena, válido pelo Brasileirão. Foram dois jogadores do Timão expulsos e um relato detalhado de confusão nos acessos ao vestiário após o apito final. A súmula traz checagem do VAR e descreve como ocorreram os lances que motivaram os cartões vermelhos. O documento oficial também registra outros incidentes que interromperam a partida.
O jovem André, André Luiz Santos Dias, volante do Corinthians de 19 anos, foi expulso aos 34 minutos do primeiro tempo por, segundo o árbitro, realizar um gesto obsceno em direção a Andreas Pereira, meia do Palmeiras. A atitude foi revista pelo árbitro com auxílio do VAR antes da decisão de mostrar o cartão vermelho direto. O episódio reacendeu lembranças de ocorrências anteriores envolvendo o Corinthians, como a expulsão do volante Allan em partida recente. A súmula registra o momento com detalhes técnicos e a justificativa formal do juiz.
Na narrativa do árbitro, André teria colocado a mão em seu órgão genital e feito o gesto obsceno em direção ao adversário, fato que motivou a expulsão após conferência na sala de vídeo. A tomada do VAR foi citada como elemento decisivo para confirmar a infração disciplinar. O relatório seguiu a linguagem padrão das súmulas, apontando a conduta antidesportiva observada dentro do campo. A documentação oficial deve embasar eventual punição disciplinar pela CBF.
Já Matheus França Silva, o Matheuzinho, lateral-direito do Corinthians, recebeu expulsão direta aos 24 minutos da etapa final, também após revisão de vídeo. Segundo o relato, o jogador desferiu um soco no rosto de José Manuel Alberto López, o Flaco López, atacante do Palmeiras, fora da disputa de bola, o que caracteriza agressão passível de cartão vermelho imediato. Matheuzinho havia recebido cartão amarelo anteriormente, e a súmula ainda registra a demora de sua saída de campo. Esses detalhes aparecem como agravantes no registro do árbitro.
O árbitro apontou ainda que Matheuzinho atrasou a saída do gramado e proferiu ofensas à arbitragem após ser expulso, segundo a súmula. O teor das palavras foi transcrito no documento, mostrando o nível de confronto verbal entre jogador e corpo de arbitragem. A atitude de retardar a retirada do jogador impactou o reinício do jogo e foi anotada oficialmente. Tudo isso deve constar no processo disciplinar que virá a seguir.
Confusão na parte interna da Arena
Flavio também relatou uma confusão generalizada na parte interna da Arena logo após o fim da partida, envolvendo jogadores e funcionários de ambas as equipes. O Palmeiras afirmou que um segurança do Corinthians teria empurrado o atacante Luighi Hanri Sousa Santos, atacante do Palmeiras, quando ele se dirigia à sala de controle de doping. O Timão, por sua vez, alegou que o zagueiro Gabriel Paulista (zagueiro do Corinthians) e o meia Breno Bidon (meia do Corinthians) foram agredidos por seguranças do adversário, segundo relatos citados na súmula. O documento procura registrar apenas os fatos presenciados e as informações repassadas pelo delegado da partida.
Na súmula consta especificamente o episódio envolvendo Luighi, quando a equipe de controle de doping tentou acessar a sala destinada ao procedimento acompanhado pelo atleta número 31 do Palmeiras. Segundo o relato do delegado, houve um empurrão por parte de um segurança do Corinthians que impediu a passagem do jogador, desencadeando um tumulto entre seguranças de ambas as equipes. O árbitro registrou que não foi presenciada agressão de jogadores durante o episódio, mas sim um confronto entre seguranças e membros das delegações. A descrição apresenta nomes e cargos dos envolvidos para fins de apuração.
O documento traz ainda a versão do delegado da partida, Rogério Menezes Lopes, e cita que o tumulto foi controlado pelos representantes de ambas as equipes e pela comissão técnica. Foram mencionados Anderson Barros, representante do Palmeiras, e o treinador Fernando Diniz, pelo lado do Corinthians, como pessoas que ajudaram a conter a confusão. A súmula aponta que, depois do controle da situação, as equipes seguiram para os procedimentos formais previstos. Esses registros serão analisados pelos órgãos disciplinares.
Mais relatos
Além das expulsões e da confusão nos acessos, a súmula registra um atraso de quatro minutos do elenco do Corinthians no retorno do intervalo, fato anotado pelo árbitro e passível de advertência disciplinar. O documento também menciona algumas paralisações ocorridas durante a partida, que influenciaram no ritmo do clássico. São detalhes que compõem a versão oficial dos acontecimentos em campo e nos bastidores imediatos à partida. Tudo foi formalizado para subsidiar decisões futuras da comissão disciplinar.
No primeiro tempo a partida foi interrompida quando uma linha de pipa invadiu o gramado, e no segundo tempo houve nova paralisação por conta da aparição de um drone que entrou em campo carregando um porco de pelúcia, ato considerado provocação da torcida corintiana. Esses eventos foram registrados como incidentes de segurança e desordem provocada por espectadores, e constam na súmula como elementos que afetaram a normalidade do jogo. A soma de expulsões, atrasos e tumultos transforma o relato oficial em material robusto para investigação. A partida, no fim, saiu da Arena com registro disciplinar amplo e seguirá sendo apurada pelos órgãos competentes.



