
Jorginho (lateral, Flamengo) confirmou que recebeu um convite do técnico Filipe Luís e deixou claro na bola que não pretende sair do Flamengo neste momento.
Convite no Ninho e resposta direta
O técnico Filipe Luís, que assumiu o comando do Flamengo em meados de 2025, ouviu do lateral a recusa em negociar saída: o jogador agradeceu o chamamento, mas reafirmou que quer seguir no clube para a sequência da temporada.
O papo, segundo fontes do clube, ocorreu no Ninho do Urubu durante treinos e conversas de vestiário. A diretoria rubro‑negra, por sua vez, deixa claro que não pretende liberar jogadores importantes sem o pagamento da multa rescisória ou por um valor próximo a ela.
Por que o tema pesa agora
O mercado registra falta de opções de laterais de alto nível disponíveis, e isso pesou na postura do Flamengo ao barrar saídas em negociações abaixo do valor contratual. Para o clube, segurar peças-chave é também proteger a briga por títulos no Brasileirão e na Copa do Brasil.
Enquanto o time trabalha rotinas no Ninho, a comissão técnica estuda alternativas internas e observa outras duas opções do elenco que agradam a Filipe Luís para ajustar a lateral — sem, contudo, abrir mão de nomes já consolidados sem receber a multa.
Contrato e planejamento
Além do tema Jorginho, a cúpula rubro‑negra pretende renovar contratos de jogadores considerados estratégicos. Há intenção de oferecer uma renovação ao zagueiro do elenco com valorização salarial, como forma de estabilidade para a defesa.
Essa estratégia casa com o plano do clube: blindar a base, evitar vendas em janelas que não sejam vantajosas e manter competitividade nas competições que importam para a torcida e para a receita do clube.
Contexto e impacto histórico
Filipe Luís, ex‑lateral com forte identificação com o futebol carioca, tem buscado montar um elenco equilibrado e com alternativas nas laterais — posição historicamente valorizada pelos quatro grandes do Rio. Em clubes grandes, saídas mal planejadas costumam desestabilizar times em meio ao calendário apertado entre Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.
No caso do Flamengo, manter peças é também evitar a necessidade de buscar reforços no mercado internacional ou em valores altos, algo que costuma pesar no caixa e no ajuste tático do time.
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