
David Beckham teve momentos opostos diante da Argentina: expulso nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1998 em St. Étienne e, quatro anos depois, autor do pênalti que decidiu a vitória da Inglaterra na Copa de 2002 em Sapporo.
Expulsão de Beckham em 1998
Na Copa da França, David Beckham — meio-campista, ex-jogador da seleção inglesa e co-proprietário do Inter Miami; 115 jogos e 17 gols pela Inglaterra — era a grande referência dos Three Lions. A partida contra a Argentina, em St. Étienne, virou pesadelo quando o árbitro mostrou o vermelho após um lance com Diego Simeone.
O choque aconteceu nas oitavas: Beckham acertou uma cusparada/chute em Simeone, que caiu simulando agressão; a expulsão mudou o jogo. Terminou 2 a 2 no tempo normal e a Albiceleste venceu nos pênaltis por 4 a 3, eliminando a Inglaterra.
Reconhecimento e polêmica
Anos depois, Diego Simeone — hoje técnico do Atlético de Madrid e ex-volante da Argentina — admitiu que foi à luta e que a encenação ajudou a provocar o cartão. A imagem da expulsão pegou pesado em Beckham e virou referência quando se fala de decisões que mudam carreiras em Copas.
Redenção em Sapporo, 2002
Quatro anos depois, no Japão e na Coreia, a história teve capítulo diferente. Na segunda rodada da fase de grupos de 2002, a Inglaterra enfrentou a Argentina no Sapporo Dome; Beckham cobrou e converteu o pênalti que definiu a vitória inglesa por 1 a 0.
O gol do camisa 7 foi recebido como redenção: não só pelo lance em 1998, mas pela força simbólica de virar a página num clássico que sempre vem carregado de rivalidade e história — da Mano de Dios de Diego Maradona ao jogo de Sapporo.
Análise do impacto
O duelo Inglaterra x Argentina carrega narrativas que atravessam gerações: Maradona (atacante, ídolo argentino, falecido) deixou marcas eternas; Beckham, por sua vez, passou do motivo de vaias à consagração esportiva em quatro anos. Para seleções e torcedores, episódios assim alteram confiança, imagem pública e até rumos em torneios eliminatórios.
Em termos práticos, a vitória de 2002 ajudou a Inglaterra a seguir adiante na competição, enquanto a Argentina acabou eliminada na fase de grupos — um baque para a Albiceleste naquela edição.
Crônica curta
O futebol é isso: uma virada de olhar, um apito, um pênalti. Vi Beckham no papel de vilão e herói — e a torcida, indiferente, só quer espetáculo. Entre St. Étienne e Sapporo, ficou a lembrança de como uma camisa pode pesar nas costas de um jogador e, ao mesmo tempo, salvá-lo.



