CBF anuncia ‘novo ciclo’ após eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026 e recebe críticas

Logo da CBF sobre fundo institucional durante divulgação de vídeo sobre novo ciclo
Imagem: Divulgação / Reprodução

A CBF publicou neste domingo (12) um vídeo falando em “novo ciclo” após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, e a peça institucional acabou provocando uma enxurrada de críticas nas redes sociais.

O que dizia o vídeo e a resposta imediata

Com pouco mais de um minuto, o material classifica a campanha encerrada em 5 de julho como “um filme que não queríamos escrever” e conclama torcedor e corpo técnico a acreditarem no recomeço: “Pode acreditar. Que venha o novo ciclo”.

Em cerca de duas horas a postagem ultrapassou 2 milhões de visualizações e somou mais de 11 mil comentários, muitos em tom de cobrança direta à entidade e ao time. Comentários ironizaram o formato institucional: “vídeo bonito no Instagram, sem jogar com raça na Copa”, escreveu um internauta.

Críticas e lembranças de 2022

Vários usuários compararam o discurso atual ao adotado após a eliminação em 2022, apontando repetição de narrativa sem resultados práticos. “Vocês falaram a mesma coisa depois de 2022 e, de lá para cá, só piorou”, disse um comentário que teve grande circulação.

Outro ponto destacado foi a estratégia tática na derrota para a Noruega: torcedores questionaram a postura do time e perguntaram quando a Seleção voltará a atuar com mais intensidade e arrojo.

Contexto e análise

A eliminação para a Noruega em 5 de julho mantém um padrão desconfortável: nas últimas edições, seleções europeias têm sido obstáculo para o Brasil em Copas do Mundo em fases decisivas — um fenômeno presente desde 2006. Se a Seleção não conquistar o título em 2030, o Brasil chegará a 28 anos sem levantar a taça, o maior jejum desde o ciclo que terminou em 2002.

Do ponto de vista institucional, discursos sobre “planejamento” e “estabilidade” são esperados após vexames. A diferença, porém, está na capacidade da CBF em transformar retórica em mudanças concretas: renovação de comissões técnicas, calendário de competições, e investimento nas categorias de base costumam ser os pontos medidos pela opinião pública.

O desafio político e esportivo

Além do debate técnico, o episódio acende outra frente: a relação entre CBF e torcedores. A entidade precisa mostrar, mais do que prometer, um caminho claro para recuperar confiança — especialmente com a pressão por resultados nas Eliminatórias e nos torneios de clubes que envolvem jogadores das principais ligas.

Nas próximas semanas, a mensagem da CBF será testada em detalhes. Torcida e mídia vão cobrar planos, prazos e nomes; a conversa sobre um “novo ciclo” só terá peso se vier acompanhada de ações visíveis.

Enquanto isso, a reação nas redes mostra que, no Brasil do futebol, vídeo institucional não basta para encantar quem vive e sente cada jogo como se fosse um domingo de Maracanã lotado.

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