
A arbitragem foi duramente criticada pelo técnico da Suíça, Murat Yakin, após a expulsão de Breel Embolo (atacante, seleção da Suíça) nas quartas de final da Copa do Mundo, partida que terminou 3 a 1 para a Argentina, atual campeã mundial.
O lance que mudou o jogo
Embolo recebeu o segundo cartão amarelo aos 27 minutos do segundo tempo, cinco minutos depois do gol de empate de Dan Ndoye. Inicialmente o árbitro havia advertido o argentino Leandro Paredes (volante, seleção da Argentina), mas, depois de longa revisão no VAR, a decisão foi alterada e o atacante suíço foi punido por simulação.
Com um a menos, a Suíça segurou até a prorrogação, quando Julián Álvarez (atacante, seleção da Argentina) marcou de fora da área aos 22 minutos e, já nos minutos finais, Lautaro Martínez (atacante, seleção da Argentina) fechou em 3 a 1.
Reação do treinador e do elenco
“Não havia motivo algum para dar cartão amarelo. Foi um lance sem gravidade. O árbitro deveria ter deixado o jogo seguir”, afirmou Yakin, em tom cortante. O técnico ainda chamou a regra aplicada de “inaceitável” e disse que a intervenção do VAR “destruiu o nosso jogo”.
O meio-campista Remo Freuler (volante, seleção da Suíça) também questionou o uso do VAR: “Tenho muito orgulho desta equipe. Demos tudo em campo. Não entendo como o VAR pode tomar uma decisão dessas, e a Fifa precisa nos explicar.”
Momento de dor e orgulho
Embolo deixou o campo aos prantos e foi consolado pelos companheiros. Yakin definiu o atacante como “arrasado” e ressaltou que o time vinha dominando o jogo antes da expulsão: “Meus jogadores são os verdadeiros heróis.”
A eliminação encerra a melhor campanha suíça em Copas desde 1954 — a equipe ficou a uma vitória de uma semifinal inédita.
Análise: VAR, regras e consequência esportiva
O episódio reacende o debate sobre intervenções do VAR em lances de possível simulação. Em partidas de mata-mata, decisões reversas após revisão têm impacto direto na dinâmica e na gestão tática: perder um jogador muda marcações, gasto físico e alternativas ofensivas, sobretudo contra uma Argentina que mostrou poder de fogo com Álvarez e Lautaro.
Do ponto de vista histórico, a Suíça sai da Copa com honra — resistiu e só cedeu na prorrogação —, mas a controvérsia sobre a expulsão tende a ficar como parte do legado do jogo, alimentando discussões sobre interpretação das regras em torneios de alto nível.
O treinador encerrou destacando o orgulho pela campanha e o desempenho coletivo, mesmo com o gosto amargo da eliminação: “Estou muito orgulhoso, e os jogadores também estão.”



