
Kylian Mbappé, atacante do Real Madrid e capitão da França, virou referência da seleção na Copa do Mundo 2026 ao transformar uma temporada conturbada em liderança dentro e fora de campo.
O que vimos em campo nos últimos jogos é óbvio: sete gols em cinco partidas, duas assistências e uma presença que puxa o grupo quando a bola pesa. Mbappé chegou chegando — e jogando como quem quer carregar a França para mais uma final.
Números e a passagem por Madri
Na temporada 2025/2026, Mbappé anotou 42 gols em 44 jogos pelo Real Madrid (atacante, Real Madrid) e distribuiu sete assistências. Os números são formidáveis, mas o vestiário e a falta de títulos tornaram a leitura do torcedor mais crítica do que os números permitem.
Foi uma temporada de altos e baixos: desempenho individual forte, mas sem o encaixe coletivo que garante canecos. A recuperação de uma lesão longe de Madri e os atritos do clube no final do ano alimentaram a narrativa de um jogador brilhando, porém sem o troféu que acalma a cobrança.
Da crítica à liderança
Com a camisa 10 da França, Mbappé não só entrou em campo; virou porta-voz da equipe. Ele falou, reagiu e mostrou liderança nos microfones após o duelo contra o Paraguai — postura de capitão que agora combina com produtividade.
Na seleção, ele conta com suporte. Defender só o camisa 10 francês costuma abrir espaço para outros talentos, como Ousmane Dembélé (ala/atacante, Paris Saint-Germain) e Michael Olise (atacante, Bayern de Munique), e a França explora isso com inteligência tática.

Fome de Copa
Mbappé já era campeão em 2018 e vice em 2022; agora, em 2026, mostrou voracidade que vai além da técnica: é vontade de acertar contas com o tempo e com a ausência de taças no clube.
Em situações de um contra um, sua zona de conforto, ele faz a diferença. Em posicionamento como centroavante ou em diagonal para receber passes em profundidade, Mbappé tem sido letal — e a França tem dinheiro de talento para transformar essa ameaça em resultados.
Contexto e impacto
A França chega a este Mundial como uma das favoritas; chegou às finais das duas edições anteriores e agora aposta em Mbappé como líder mais do que como estrela isolada. Se o jogador do Real Madrid brilha, o time nacional ganha uma referência e uma aposta real em força coletiva.
Para o futebol mundial, o que importa é ver a transição de um atleta que viveu momento conflituoso no clube e, no entanto, reapareceu como comandante de uma seleção pronta para lutar por mais um título. É um capítulo que diz muito sobre como formas e contextos moldam um jogador.
O torcedor carioca, igual a qualquer amante do bom futebol, gosta de ver esse tipo de redenção: talento, drama e, se possível, gols. Mbappé entregou os três — e agora a bola decide se vira história.



