Balogun tem suspensão suspensa pela Fifa e fica à disposição dos EUA para as oitavas

Folarin Balogun em ação com a camisa dos Estados Unidos
Imagem: Divulgação / Reprodução

Balogun, atacante do Monaco, teve a suspensão suspensa pela Fifa e fica à disposição dos Estados Unidos para as oitavas contra a Bélgica, nesta segunda (6) em Seattle.

O atacante Folarin Balogun (atacante, Monaco) virou peça-chave da seleção americana nesta Copa: são três gols em quatro jogos, presença constante no ponto de ataque e alvo da marcação adversária.

Carreira e origem

Nascido no Brooklyn em 3 de julho de 2001, Balogun cresceu na Inglaterra e foi formado nas categorias de base do Arsenal, onde despontou como promessa desde cedo. Deixou o Arsenal em 2023 rumo ao Monaco, clube onde consolidou-se e chegou a ser eleito jogador do mês em fevereiro.

Mesmo tendo passado pelas seleções de base da Inglaterra, optou pela seleção dos Estados Unidos e estreou pela seleção principal em junho de 2023, na vitória por 3 a 0 sobre o México.

O lance que mudou o roteiro

Na partida de oitavas de final das fases eliminatórias, Balogun foi expulso após revisão do VAR por uma falta considerada grave em Tarik Muharemovic (zagueiro, Hoffenheim). Inicialmente a expulsão gerou suspensão automática de um jogo.

Mas a Fifa aplicou o Artigo 27 do seu código: o cartão vermelho permanece no registro, porém a suspensão foi colocada em período probatório de um ano — se houver nova infração semelhante, a punição será restabelecida e poderá acumular novas sanções.

Polêmica e repercussão

A decisão da entidade ganhou uma camada política quando o presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo revisão da punição. O episódio foi celebrado publicamente por Trump e causou surpresa na Bélgica.

O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, descreveu a decisão como “justa” e afirmou não ter participado de quaisquer esforços para reverter a punição.

Análise: impacto esportivo

Do ponto de vista tático, ter Balogun disponível muda a leitura do jogo dos Estados Unidos. Com três gols em quatro partidas, o atacante traz mobilidade e presença na área que obrigam a Bélgica a recalibrar a marcação — especialmente nas bolas aéreas e nas infiltrações pelo centro.

Para a seleção americana, a notícia significa recuperar seu principal recurso ofensivo num momento decisivo do torneio. Para a Bélgica, resta ajustar a cobertura e evitar faltas que possam repetir o padrão apurado na jogada pela qual Balogun foi expulso.

O uso do Artigo 27 mostra como procedimentos disciplinares podem influenciar diretamente a composição das equipes em fases finais. A medida de suspensão condicional não é comum em decisões de mata-mata e abre debate sobre critérios disciplinares em grandes competições.

Na prática: Balogun entra em campo com a missão de ser decisivo — e com a observação atenta de árbitros, comissões disciplinares e, claro, dos adversários. O Maracanã do hemisfério norte hoje é Seattle; o palco está montado, e o torcedor espera espetáculo.

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