Ancelotti considera Neymar opção de ‘falso 9’ para Brasil contra Japão

Carlo Ancelotti e Neymar durante coletiva pré-jogo no NRG Stadium
Imagem: Divulgação / Reprodução

Ne​ymar falso 9 foi citado por Carlo Ancelotti já no primeiro comentário sobre o duelo do Brasil com o Japão, válido pelas oitavas da Copa do Mundo 2026, nesta segunda-feira (29) às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. O técnico da Seleção Brasileira pregou respeito ao adversário e deixou claro que a opção por um ataque mais móvel pode passar pelo atacante Neymar (atacante, Al-Hilal e camisa 10 da Seleção Brasileira). A declaração veio em entrevista à CazéTV na véspera do confronto e reforça a cautela do treinador italiano diante de um adversário organizado. Ancelotti ressaltou que o Japão é uma equipe competitiva, com estrutura tática definida, e que o Brasil precisa se preparar para um confronto de alto nível.

Neymar como “falso 9”

Ancelotti destacou que Neymar está em processo de recuperação e adaptação, com apenas sete dias treinando com o grupo, mas que o jogador pode ser utilizado em uma posição mais avançada, como falso 9. O treinador afirmou que a função permitiria ao atacante aparecer mais dentro da área, infiltrar passes e finalizar, explorando seu repertório técnico e visão de jogo. Na estreia contra a Escócia, Neymar atuou por cerca de 20 minutos, incluindo acréscimos, e a comissão técnica avaliou que ele evoluiu bem nos treinos da última semana. O italiano ponderou que a utilização dependerá do contexto da partida e da necessidade de acelerar ou controlar o ritmo do jogo.

Respeito ao Japão e contexto tático

Ancelotti preferiu minimizar declarações sobre favoritismo e enalteceu a organização defensiva e ofensiva do Japão, lembrando que o país tem mostrado performances sólidas em torneios internacionais recentes. A cautela do técnico reflete também a leitura tática: enfrentar um time asiático bem encaixado exige alternativas ofensivas, e o falso 9 é uma das cartas para criar superioridade numérica entre linhas. A escolha por Neymar nessa função colocaria a Seleção Brasileira em dinâmica diferente, com o camisa 10 recuando para ligar o meio com os avançados e abrir espaço para infiltrações. Tecnicamente, a movimentação pode beneficiar jogadores de velocidade pelos lados e demandar maior trabalho dos laterais para fornecer amplitude.

O duelo tem caráter decisivo: o vencedor enfrentará nas quartas de final o vencedor de Noruega e Costa do Marfim, cenário que mantém a atenção da torcida brasileira no NRG Stadium e nas praças como o Maracanã, onde muitos torcedores acompanharão pela TV. Ancelotti reafirmou que a leitura do jogo e as substituições serão determinantes, e que Neymar pode ultrapassar os 15 minutos em campo dependendo da necessidade do confronto. A Seleção entra no jogo com a responsabilidade de manter a solidez defensiva e variar as opções de ataque para furar o bloqueio japonês. Para o Brasil, a partida é uma prova de profundidade de elenco e de capacidade tática em fases mata-mata da Copa do Mundo 2026.

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