Copa do Mundo: Argélia, Áustria e Irã disputam últimas vagas para os 16-avos

Torcidas com bandeiras e camisas das seleções nas arquibancadas antes da última rodada
Imagem: Divulgação / Reprodução

Copa do Mundo: Com apenas duas vagas restantes para os 16-avos de final, Argélia, Áustria e Irã chegam à última rodada em disputa direta neste sábado (27), com a definição do Grupo J sendo decisiva para o avanço. A Argélia e a Áustria entram em campo buscando a segunda colocação, enquanto o Irã acompanha de fora e depende do resultado para manter viva a chance de avançar como um dos melhores terceiros. O duelo tem contornos dramáticos e tira o sono das torcidas, que sonham com o apito final e a vaga no mata-mata. No calor da decisão, cada gol e cada saldo de gols podem mexer na tabela e reorganizar o mapa da fase eliminatória.

O cenário ficou mais claro após a vitória da RD Congo sobre o Uzbequistão, resultado que garantiu a vaga congolesa e eliminou a Coreia do Sul pelos critérios de desempate. Com essa definição, restam duas vagas em aberto para a fase eliminatória, e uma delas será disputada entre os melhores terceiros, dependendo dos placares da última rodada. No Grupo J, Argélia e Áustria chegam com três pontos cada; os austríacos ocupam a segunda posição pelo saldo de gols, enquanto os argelinos aparecem em terceiro. Se houver empate entre os europeus e os africanos, ambos fechariam com quatro pontos, e a ordem na chave e a classificação entre os terceiros dependeriam dos critérios oficiais de desempate da FIFA.

Se a Argélia vencer, assume a segunda colocação do grupo e, conforme o chaveamento, enfrentará a Espanha nos 16-avos de final. Uma vitória da Áustria garante os europeus em segundo lugar e também os colocaria no caminho da Espanha na próxima fase, deixando a Argélia fora da Copa. Nesse caso, o Irã herdaria a vaga disponível entre os melhores terceiros e cruzaria com a Suíça na fase de mata-mata. Já um empate entre Argélia e Áustria pode beneficiar ambas e, paradoxalmente, eliminar o Irã, que precisa torcer por resultados favoráveis para continuar vivo no torneio.

O duelo entre argelinos e austríacos reacende lembranças do polêmico episódio de 1982, quando Argélia, Áustria e Alemanha Ocidental estiveram no centro de uma partida que mudou procedimentos do futebol. Naquele Mundial, a vitória por 1 a 0 da Alemanha Ocidental sobre a Áustria classificou ambos e eliminou a Argélia, episódio que levou a FIFA a instituir a realização simultânea dos jogos finais da fase de grupos. Quarenta e quatro anos depois, as duas seleções voltam a se enfrentar em um cenário curioso: desta vez, um empate pode favorecer ambos e deixar o Irã fora da fase eliminatória. A lembrança histórica aumenta a tensão e a responsabilidade de cada seleção na rodada decisiva.

Como ficam os confrontos dos 16-avos

A definição do segundo colocado do Grupo J define cruzamentos diretos na chave dos 16-avos. Se Argélia ou Áustria assumirem a vice-liderança, a Espanha será o adversário do segundo colocado conforme o chaveamento oficial do torneio. Caso o Irã avance como um dos melhores terceiros colocados, a Suíça será o adversário na fase eliminatória, segundo as combinações previstas. Essas possibilidades já mexem com as estratégias das seleções e a logística das comissões técnicas, que passam a projetar adversários e locais de jogo para a próxima fase.

O que o Irã precisa

O Irã, fora do confronto direto, acompanha a rodada na espera de um resultado que lhe permita herdar uma das vagas de melhor terceiro. A seleção iraniana depende, sobretudo, de um triunfo que melhore sua colocação entre os terceiros e de resultados paralelos que eliminem concorrentes diretos. Torcedores e comissão técnica sabem que a combinação de saldo de gols e critérios de desempate será decisiva para qualquer possibilidade de classificação. Enquanto isso, a equipe se prepara psicologicamente para reagir caso a vaga venha a ser confirmada.

O sábado promete emoções e dramas de torneio grande, com seleções e torcidas à flor da pele e a certeza de que cada lance pode reescrever trajetórias. No fim das contas, o apito final vai dizer quem segue adiante e quem volta para casa, num roteiro que mistura rivalidade, história e a imprevisibilidade que só a Copa do Mundo entrega.

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