
Clément Turpin será o árbitro da estreia da Inglaterra na Copa do Mundo contra a Croácia, marcada para quarta-feira (17), e já chega com histórico de polêmicas: o francês foi chamado de “Nota E” por Thomas Tuchel, técnico da seleção inglesa. Turpin é árbitro internacional da França com passagens por finais europeias e recebe agora a responsabilidade de conduzir um jogo de alto risco num torneio de seleções. A nomeação reacende lembranças de episódios acalorados em que suas decisões geraram críticas públicas e revisões por VAR. No Brasil, esse tipo de controvérsia costuma incendiar estádios como o Maracanã e alimentar debates entre torcidas rivais.
Polêmica de 2023 e a crítica de Tuchel
Em abril de 2023, Clément Turpin expulsou Thomas Tuchel, então treinador do Bayern de Munique, durante o jogo de volta das quartas de final da Champions League contra o Manchester City. Tuchel, hoje técnico da seleção inglesa, recebeu dois cartões amarelos por reclamação, segundo a atuação do árbitro, e depois classificou a atuação de Turpin como “Nota E”. Naquele confronto, Turpin aplicou cinco cartões amarelos ainda no primeiro tempo, um número que intensificou a tensão dentro de campo. O City venceu o duelo por 4 a 1 no agregado e avançou, enquanto as decisões do árbitro ficaram no centro da discussão pós-jogo.
Revisão do VAR e lance de Upamecano
Na mesma partida, Turpin mostrou cartão vermelho direto para Dayot Upamecano, zagueiro do Bayern de Munique, decisão que foi anulada posteriormente após revisão do VAR por impedimento na jogada. A intervenção do VAR mudou o curso imediato da expulsão, mas não apagou as críticas sobre o ritmo de arbitragem e a gestão emocional do duelo. Esses episódios reforçam como a combinação entre decisões do árbitro e intervenções tecnológicas pode virar assunto principal em partidas eliminatórias. Em jogos decisivos como os da Champions, a repercussão tende a atravessar fronteiras e chegar às discussões sobre nomeações para Copas do Mundo.
Outros episódios com jogadores
Turpin também esteve envolvido em um desentendimento que envolveu Jude Bellingham, meio-campista do Real Madrid, e Harry Kane, atacante do Bayern de Munique, durante uma semifinal de Champions em 2024, quando afastou um jogador do entorno da área em cobrança de pênalti. Após o lance, Kane relatou que viu Bellingham “murmurando alguma coisa” na tentativa de distraí‑lo, mas comemorou não ter sido afetado. Essas cenas mostram que a atuação do árbitro vai além de cartões e faltas: envolve controle da área técnica e das tentativas de influência psicológica sobre cobradores. Para seleções e clubes, a reputação do árbitro entra no cálculo de preparação e abordagem tática.
Contexto e impacto para competições internacionais e nacionais
Clément Turpin traz no currículo finais de alto nível: foi árbitro da final da Europa League 2020/21, da final da Champions League 2021/22 e apitou partidas da Eurocopa de 2024, incluindo o empate sem gols da Inglaterra contra a Eslovênia. Esse histórico explica por que a FIFA o escalou para uma estreia importante na Copa do Mundo, mas também porque suas decisões são escrutinadas com lupa. No Brasil, similares embates sobre arbitragem e VAR costumam dominar debates em torneios como Brasileirão, Copa do Brasil e Cariocão, especialmente em clássicos disputados no Maracanã, São Januário ou Nilton Santos. A comparação é natural: em qualquer praça, quando a bola é disputada no limite, a interpretação do árbitro pode definir rumos de torneios e paixões de torcidas como a do Mengão, do Gigante da Colina, do Tricolor das Laranjeiras e do Glorioso.
O que esperar na estreia da Inglaterra
Com Turpin no apito, Inglaterra e Croácia entram em campo sabendo que decisões controvertidas podem virar tema maior do jogo. A seleção inglesa, sob comando de Thomas Tuchel, terá de administrar não só o adversário em campo, mas também a imprevisibilidade que acompanha árbitros com histórico de atuações polêmicas. Para os torcedores brasileiros que acompanham a Copa, é mais um lembrete de como o VAR e a arbitragem internacional influenciam partidas de alto nível, assim como nos grandes clássicos cariocas. Resta ao público e às equipes esperar por uma condução firme e transparente para que o foco volte ao que interessa: o jogo em si.



