Zebras memoráveis das Copas do Mundo que mudaram o jogo

Relembre as maiores zebras da história das Copas do Mundo | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

A Copa do Mundo costuma consgirar potências, mas também é fértil em surpresas que viram lenda. Aqui no Rio, entre um papo no Maracanã e uma resenha na beira da praia, contávamos aquelas zebras que fizeram a torcida prender a respiração. Com a próxima edição prevista para 2026, vale revisitar partidas em que o roteiro parecia escrito e o campo tratou de rasgar o enredo. Estas vitórias improváveis entraram na história como exemplos de que, no futebol, nada está sacramentado até o apito final.

O “Milagre de Belo Horizonte” em 1950

Um dos choques mais lembrados veio ainda em 1950, durante a Copa realizada no Brasil. Os Estados Unidos, equipe formada em grande parte por amadores, bateram a Inglaterra por 1 a 0 em Belo Horizonte, num resultado tão inesperado que rapidamente ganhou apelido de milagre. O gol histórico foi de Joe Gaetjens, atacante (aposentado), e a vitória aconteceu longe do eixo europeu, no estádio em Belo Horizonte. Para o futebol sul-americano e para os torcedores cariocas, a partida entrou para o folclore do Mundial como prova de que a camisa favorita não garante o resultado.

Coreia do Norte elimina a Itália em 1966

A Copa de 1966, disputada na Inglaterra, trouxe outra zebra que até hoje rende histórias. A Coreia do Norte derrotou a Itália por 1 a 0 e eliminou uma seleção europeia tradicional já na fase de grupos. A façanha levou os asiáticos às quartas de final e provocou repercussão duradoura na Itália, com mudanças na forma de encarar competições internacionais. Para quem vive o futebol como nós no Rio, essa vitória é lembrada como um lembrete de que determinação e organização podem virar o placar contra grandes favoritos.

Argélia derruba a Alemanha Ocidental em 1982

Na estreia da Argélia em Copas, a seleção africana surpreendeu ao vencer a Alemanha Ocidental por 2 a 1, na Copa de 1982, na Espanha. O triunfo representou um marco para o futebol africano, mostrando que o continente chegava com força ao cenário mundial. Além do resultado em si, a partida ajudou a desconstruir a ideia de hegemonia absoluta das potências europeias. Para torcedores brasileiros, acostumados a clássicos e viradas, o jogo ficou como referência de coragem e expansão do futebol global.

Camarões vence a campeã Argentina em 1990

Na abertura da Copa de 1990, na Itália, Camarões chocou o mundo ao bater a Argentina por 1 a 0, naquela que foi uma das maiores zebras do torneio. A seleção argentina chegava como campeã e com estrelas como Diego Maradona, atacante (aposentado), no comando do ataque. Mesmo com expulsões e dificuldades numéricas, Camarões segurou o placar e iniciou uma campanha que terminou nas quartas de final, a melhor até então para uma equipe africana. Partidas assim seguem vivas nas conversas dos estádios cariocas, onde a paixão pelo imprevisível é moeda corrente.

Senegal surpreende a França em 2002

A estreia da Copa de 2002 também deixou uma marca: Senegal venceu a França, então campeã mundial, por 1 a 0 e eliminou os europeus logo na primeira fase. Era a primeira participação senegalesa e a vitória abriu caminho para uma campanha memorável que alcançou as quartas de final. O resultado evidenciou a ascensão do futebol africano no século XXI e mostrou como seleções emergentes podiam derrubar favoritos com organização e raça. Para quem acompanha futebol brasileiro, o jogo entrou no repertório de surpresas que inflam o imaginário dos torcedores.

Surpresas recentes no século XXI

Mesmo com avanços em análise tática e tecnologia, as zebras continuam a aparecer e a lembrar que futebol é imprevisível. Em 2014, a Costa Rica liderou um grupo com Uruguai, Itália e Inglaterra e foi às quartas de final, enquanto em 2018 a Alemanha, campeã de 2014, foi eliminada na fase de grupos após derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul. Mais recentemente, em 2022, a Arábia Saudita venceu a Argentina por 2 a 1, quebrando uma sequência invicta dos sul-americanos e reforçando o caráter dramático do Mundial. Essas partidas seguem sendo tema de conversa nas arquibancadas do Maracanã, em São Januário e no Nilton Santos, onde a paixão pelo imprevisível nunca esfria.

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