
Confusão nas cores em amistoso EUA x Bélgica
O amistoso entre Estados Unidos e Bélgica, disputado no sábado (28), virou assunto pela dificuldade visual causada pelos uniformes. Uma colisão de cores em campo complicou a identificação dos atletas e gerou confusão também entre os torcedores que acompanhavam pela televisão. O jogo serviu como estreia dos novos modelos das duas seleções, planejados para a Copa do Mundo 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Como um dos países-sede, a seleção norte-americana acabou no centro da polêmica sobre o padrão das camisas.
Os uniformes e o ponto de choque
Os Estados Unidos entraram em campo com um uniforme inspirado nas listras vermelhas e brancas da bandeira americana, enquanto a Bélgica optou por usar seu segundo uniforme em tom azul claro com detalhes em rosa. A combinação criou um cenário em que, em determinados lances, tanto jogadores quanto espectadores precisavam confirmar a quem pertenciam as camisas em campo. Em nota, a seleção dos EUA informou que as imagens dos dois uniformes haviam sido encaminhadas previamente à arbitragem e que, na avaliação dos oficiais, não houve indicação de conflito. A imprensa belga, por sua vez, apontou que a responsabilidade pelo problema recaiu sobre a organização do amistoso, que manteve os anfitriões com o novo modelo.
Reação dos jogadores
A reação dos atletas foi imediata: Jérémy Doku (atacante/ala do Manchester City) relatou que, em alguns momentos, precisava olhar duas vezes antes de agir, sinalizando perda de ritmo e risco de erro. O capitão norte-americano Christian Pulisic (atacante/ala do AC Milan) destacou que a identificação rápida dos companheiros depende muito da cor da camisa, e que a semelhança complicou passes e coberturas. Comentários como esses acenderam o debate sobre a necessidade de regras mais rigorosas para evitar choques visuais em amistosos e treinos que servem de ensaio para competições maiores. Críticas também surgiram do lado de fora do campo, com ex-jogadores e comentaristas ressaltando que a apresentação é parte essencial do produto‑futebol.
Culpa, alternativas e repercussão
Segundo relatos, ambas as seleções queriam estrear seus novos modelos, mas, ao perceberem o conflito, a Bélgica teria sugerido atuar com o tradicional uniforme vermelho — alternativa vetada por causa da predominância da mesma cor também no uniforme norte-americano. Uma solução técnica seria o uso do uniforme azul escuro pelos Estados Unidos, porém a opção não foi adotada por não se encaixar no planejamento comercial do time anfitrião. O episódio gerou pedidos de desculpas por parte da organização do amistoso e alimentou críticas à logística pré-jogo, já que amistosos também servem para ajustar detalhes antes de um Mundial. A discussão agora mira em evitar repetições: uniformes que funcionem em campo, identificação clara para árbitros e transmissões e menos dor de cabeça para quem vive o jogo, da arquibancada à beira do gramado.



