
A República Democrática do Congo está de volta ao cenário maior do futebol: venceu a Jamaica por 1 a 0 na prorrogação e carimbou o passaporte para a Copa do Mundo, encerrando um jejum de 52 anos. O tento decisivo saiu na prorrogação e virou festa para uma seleção que, na sua última aparição, disputou o torneio sob o nome Zaire. Foi uma noite de tensão, marcação cerrada e decisões de arbitragem que mexeram com o jogo todo. No fim, a cabeça fria veio de um zagueiro para gravar o nome do país de novo no mapa do Mundial.
Destino no grupo
Com a vaga assegurada, a RD do Congo fica no Grupo K da Copa do Mundo, ao lado de Portugal, Uzbequistão e Colômbia. Para a seleção congolesa, que agora se apresenta oficialmente com o nome atual, é um retorno histórico depois de mais de meio século. A classificação muda o calendário e a expectativa do país nas próximas semanas, com treinamentos e possíveis convocações de olho no torneio. A equipe ganhou fôlego e moral para preparar a disputa contra adversários de peso.
O jogo
O duelo teve ritmo de decisão desde o início. Aos cinco minutos, Cédric Bakambu, atacante da RD do Congo, apareceu dentro da pequena área e cabeceou, mas a arbitragem assinalou impedimento e anulou o lance. A seleção congolesa ditou melhor o toque de bola, enquanto a Jamaica se viu mais recuada, criando poucas chances e apostando em lançamentos e cruzamentos para assustar. A partida foi truncada, com momentos de boa troca de passes congolesa e arremates jamaicanos que exigiram atenção da defesa rival.
No primeiro tempo a chance mais perigosa jamaicana veio aos 30, com Palmer, atacante da Jamaica, e a zaga desviou para escanteio; aos 40, Bailey, atacante da Jamaica, arriscou de longe. Na etapa final, a RD do Congo sufocou e obrigou o goleiro adversário a intervenções importantes, mas faltou precisão nas finalizações. A entrada do camisa 10 Bongonda, meia-atacante da RD do Congo, ajudou a equilibrar posse e criar jogadas mais incisivas, embora outro gol congolesa tenha sido anulado por impedimento. Bakambu ainda tentou de calcanhar, mas parou no goleiro em mais uma chance perdida.
Prorrogação e o gol
Com o desgaste jamaicano evidente, a RD do Congo manteve a pressão na prorrogação e encontrou a solução em bola parada. Em escanteio no fim do primeiro tempo da prorrogação, Axel Tuanzebe, zagueiro da RD do Congo, subiu mais alto e cabeceou para inaugurar o marcador. Foi o único gol da partida e o suficiente para selar a classificação congolesa ao Mundial. A cena final teve muita emoção dos jogadores e da comissão técnica, conscientes do peso histórico da conquista.
A noite também ficou marcada por lances polêmicos e decisões de arbitragem que influenciaram o desenrolar do jogo, com gols anulados e pedidos de pênalti pela Jamaica — em lance com Pinnock, zagueiro da Jamaica, o juiz não marcou. No balanço geral, a vitória congolesa foi construída na insistência ofensiva e no controle nos momentos decisivos. Agora, a RD do Congo volta a pensar no Mundial: montagem de elenco, preparação tática e a emoção de reencontrar o maior palco do futebol depois de tantas décadas.



