
A arbitragem voltou a dominar o noticiário do Campeonato Brasileiro após o empate entre Corinthians e Flamengo. Em campo, lances determinantes: a expulsão de Evertton Araújo, lateral-direito do Flamengo, e um possível pênalti em André, atacante do Corinthians, que não foi marcado. As decisões do árbitro Rodrigo José Pereira de Lima e do VAR inflamaram torcidas e comentaristas, abrindo um novo capítulo de discussão sobre critérios e consistência. No programa, a tensão subiu quando o assunto foi debatido com língua afiada.
Na edição do Convocação desta segunda-feira (23), os comentaristas Bruno Rodrigues e Raul Moura divergiram com clareza sobre os lances. Bruno avaliou a expulsão como rigorosa e defendeu que um amarelo poderia ter sido suficiente, já que, segundo ele, a repetição mostrou menos intensidade do que parecia no primeiro contato. Raul, por outro lado, classificou como justa a expulsão e foi além: acusou a arbitragem de interferir no ritmo do jogo e de deixar passar um pênalti claro. A discussão ganhou tom de cobrança, com repercussão imediata nas redes e entre dirigentes.
Expulsão de Evertton Araújo
Aos sete minutos do segundo tempo, Evertton Araújo, lateral-direito do Flamengo, recebeu vermelho direto após um pisão no tornozelo de Breno Bidon, meio-campista do Corinthians. O árbitro revisou o lance no VAR antes de confirmar a expulsão, e a decisão dividiu opiniões entre quem viu perigo na jogada e quem achou exagero. Bruno Rodrigues afirmou que, na repetição, não havia intenção de causar dano e que o amarelo estaria adequado; para ele, a desigualdade de critérios em jogos semelhantes é o que gera revolta. Raul Moura sustentou que a expulsão foi correta e lembrou que, ao tirar um jogador do Flamengo, a arbitragem também passou a ser cobrada em lances subsequentes.
Foi pênalti?
Além da expulsão, o lance envolvendo André, atacante do Corinthians, incendiou o debate: Raul chamou de “um escárnio” o fato de o pênalti não ter sido marcado nem revisado pelo VAR. Segundo o comentarista, houve contato suficiente para a marcação e, na opinião dele, inclusive dois atos de infração no mesmo lance. A ausência da intervenção do árbitro deixou o Corinthians indignado; o diretor de futebol Marcelo Paz formalizou reclamação, citando um padrão de decisões que, segundo ele, tem prejudicado o clube em partidas anteriores. Do lado do Flamengo, o executivo José Boto contestou a expulsão de Evertton e alegou que Gabriel Paulista, zagueiro do Flamengo, teria cometido falta em Jorginho, meio-campista do Corinthians, no primeiro tempo, o que, na visão do dirigente, mereceria punição mais severa.
O episódio reacende o debate sobre critérios do VAR e a influência das decisões de arbitragem no resultado final, especialmente em disputas acirradas do Brasileirão. Torcidas e clubes já costumam levar essas controvérsias às instâncias formais, e o clima entre as diretorias promete ficar tenso nas próximas rodadas. Enquanto isso, o empate seguiu no placar e a discussão ficou para as mesas de análise e para os corredores das diretorias, com reflexo imediato na pressão sobre árbitros e na necessidade de clareza nos protocolos de revisão.



