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Investigação em andamento
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A polícia espanhola abriu nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, uma investigação sobre cânticos islamofóbicos e xenófobos entoados por torcedores durante o amistoso entre Espanha e Egito, disputado na terça-feira, 31 de março de 2026, no RCDE Stadium, casa do Espanyol. O jogo preparatório para a Copa do Mundo terminou empatado em 0 a 0 e teve intervenções das forças de segurança após relatos de ofensas direcionadas à delegação egípcia. Mesmo com mensagens nos telões lembrando que atos racistas e xenófobos são crime, os cânticos persistiram ao longo da partida. Fontes oficiais disseram que o caso será apurado pela polícia regional e pode resultar em identificação de responsáveis.
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Reações oficiais
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O ministro da Justiça, Félix Bolaños, condenou os cânticos em publicação na rede X e escreveu que \”Insultos e cânticos racistas nos envergonham como sociedade\”, reiterando a posição do governo contra o avanço da extrema direita, que, segundo ele, alimenta o racismo e a xenofobia. O técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, afirmou aos jornalistas que o comportamento é intolerável e declarou: \”Eles não representam o futebol. Se aproveitam do futebol, como fazem em outras áreas da vida. Precisamos isolar essas pessoas da sociedade.\” A Real Federación Española de Fútbol também divulgou nota pública afirmando que é contra o racismo no futebol e condena qualquer ato de violência dentro dos estádios. As manifestações oficiais reforçam a tentativa de resposta institucional a um episódio que trouxe constrangimento antes de compromissos internacionais.
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O que os investigadores e o futebol esperam
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Os Mossos d’Esquadra informaram nesta quarta-feira que abriram inquérito sobre o caso, sem detalhar medidas concretas ou prazos para conclusão. As autoridades locais vão analisar imagens e depoimentos para identificar os autores dos cânticos e verificar possíveis infrações penais e administrativas. O episódio reacende preocupações sobre episódios de racismo e xenofobia no futebol mundial, um problema que tem voltado à pauta de federações e clubes em competições como a Copa do Mundo, Libertadores e campeonatos nacionais. No Brasil, esse debate também encontra eco: clubes cariocas como o Flamengo (Mengão), Vasco (Gigante da Colina), Fluminense (Tricolor das Laranjeiras) e Botafogo (Glorioso) mantêm campanhas e protocolos contra o racismo em estádios como o Maracanã, São Januário e Nilton Santos, com foco em prevenção e punição.”
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