
As torcidas organizadas do Botafogo divulgaram uma nota dura cobrando a presença imediata de John Textor e respostas concretas sobre a situação financeira do clube. No comunicado, as entidades pedem pagamento em dia dos salários de jogadores e funcionários, regularização fiscal e contratação urgente de uma comissão técnica com projeto esportivo definido. A mensagem, escrita em tom firme, ressalta que a transição ao modelo de Sociedade Anônima de Futebol (SAF) foi aceita como aposta no futuro e não como autorização para descaso. A nota lembrava o compromisso histórico da torcida que sempre lotou o Estádio Nilton Santos e exige que esse patrimônio seja respeitado.
Principais pontos da reclamação
Na avaliação das organizadas, há um padrão de gestão que já afetou outros clubes ligados à mesma holding e que agora se repete no Botafogo. As lideranças apontam para débitos e atrasos salariais, pendências fiscais e ausência de um comando esportivo claro, fatores que comprometem a rotina do elenco e a preparação para as competições. Além disso, citam a condição financeira da controladora Eagle Football Holdings e o processo de administração judicial em andamento no Reino Unido como fatores de preocupação. O documento pede transparência total sobre o passivo e medidas imediatas para honrar contratos com atletas, funcionários e fornecedores.
Exigências diretas
- Presença pública e explicações de John Textor sobre gestão e planos para o clube.
- Pagamento imediato dos salários atrasados de jogadores e funcionários.
- Regularização fiscal e apresentação de um diagnóstico claro do passivo.
- Contratação urgente de comissão técnica e definição de um projeto esportivo estruturado.
- Transparência total nas negociações e nos rumos da SAF que administra o Glorioso.
Alerta sobre mobilização e responsabilidade
As organizadas deixaram claro que compreendem a fúria das arquibancadas, mas orientam por ações dentro da lei e da responsabilidade. O texto lembra que o novo marco legal do modelo SAF traz consequências sérias para atos que infrinjam a ordem, incluindo punições que podem chegar à esfera criminal e administrativa. Por isso, a pressão será feita de forma organizada: manifestações, cobranças públicas e mobilização consciente, sem invasões ou atos que possam prejudicar o clube. A mensagem reforça a disposição de lutar pelo Botafogo com firmeza, mas preservando a integridade do clube.
Contexto institucional e esportivo
O aviso das torcidas chega em momento sensível para a temporada do Glorioso, com impacto direto na preparação para o Brasileirão e outras competições nacionais. A carência por um comando técnico está entre as prioridades apontadas, já que a ausência de projeto esportivo influencia diretamente nas alternativas de mercado e na montagem do elenco. A nota também cita a necessidade de diálogo entre a direção — incluindo o presidente João Paulo Magalhães — e a base social do clube para buscar soluções imediatas. As organizadas pedem que qualquer reestruturação preserve a integridade esportiva e institucional do Botafogo.
Ao final, a cobrança é clara: os sócios-torcedores, atletas e funcionários merecem respostas e ações rápidas. As torcidas afirmam estar unidas na cobrança e exigem um plano concreto já apresentado à Nação alvinegra. Enquanto a diretoria e a holding controladora não se manifestarem com medidas claras, a mobilização organizada seguirá como principal instrumento de pressão em defesa do clube.

