Japão confirma força ofensiva e elimina Coreia do Sul

O Japão manteve sua fase ofensiva e derrotou a Coreia do Sul por 4 a 1 nesta quarta-feira, garantindo lugar na final da Copa da Ásia Feminina. A partida foi disputada no Stadium Australia, em Sydney, e teve domínio amplo das Nadeshiko, que souberam transformar oportunidades em gols com eficiência. O resultado reforça a campanha vistosa do time japonês nesta edição do torneio. A final será contra a Austrália, anfitriã do torneio.
Gols, protagonismo e números
A seleção japonesa já vinha de um movimento ofensivo impressionante: eram 24 gols nos quatro primeiros jogos antes desta semifinal. As japonesas conseguiram controlar o ritmo e criar chances constantes, explorando movimentações pelas pontas e infiltrações no último terço. A fluidez no ataque foi determinante para abrir vantagem cedo e evitar que a Coreia do Sul crescesse no confronto. A estatística de gols mostra um time com poder de finalização raro na competição.
Autores dos gols e referências em campo
Aos 15 minutos, a meio-campista Fuka Nagano (meio-campista, seleção do Japão) roubou a bola na entrada da área e serviu Riko Ueki (atacante, seleção do Japão), que finalizou de curta distância para marcar seu quinto gol no torneio. O lance sintetizou a combinação entre pressão coletiva e objetividade no último passe. Ueki tem sido a referência de área das Nadeshiko e mais uma vez apareceu na hora certa para definir.
Dez minutos depois, Maika Hamano (atacante, seleção do Japão) recebeu na área, driblou duas defensoras sul-coreanas e acertou um chute forte que morreu no canto, ampliando o placar. O golaço mostrou a capacidade individual da jovem atacante em quebrar linhas e finalizar com potência. A jogada deixou a defesa adversária em xeque e abriu caminho para o controle total do jogo. A performance de Hamano vem chamando a atenção ao longo do torneio.
O terceiro gol saiu aos 75 minutos, quando a zagueira Saki Kumagai (zagueira, seleção do Japão) subiu para cabecear um escanteio cobrado por Momoko Tanikawa (meio-campista, seleção do Japão) e balançou as redes. A Coreia do Sul ainda descontou com Kang Chae-rim (atacante, seleção da Coreia do Sul), mas Remina Chiba (atacante, seleção do Japão) fechou a goleada aos 81 minutos, enterrando qualquer possibilidade de reação sul-coreana. A alternância entre bolas paradas e jogadas em velocidade mostrou a variedade de armas do Japão.
Reação técnica e caminho para a final
O gol de Kang foi o primeiro sofrido pelo Japão em toda a competição, interrompendo uma sequência defensiva quase perfeita. O técnico Nils Nielsen elogiou a atuação do time em entrevista à emissora australiana Channel 10, destacando a capacidade de adaptar o ritmo apesar da qualidade do adversário. “Fiquei muito orgulhoso delas hoje. Às vezes não é fácil mudar o ritmo e enfrentar uma equipe que tem muito a oferecer, fazendo parecer simples — e elas realmente conseguiram isso”, afirmou Nielsen. O comando técnico valorizou o equilíbrio entre controle de posse e objetividade nas finalizações.
O Japão voltará a encarar a Austrália na final, no mesmo estádio, no sábado, depois que as anfitriãs eliminaram a China por 2 a 1 na outra semifinal. Nielsen reconheceu a força das Matildas e elogiou a capacidade de adaptação do rival, que vem jogando com intensidade e suporte da torcida local. A final promete ser um confronto tático e técnico, com as duas seleções buscando o título.
Contexto histórico
As japonesas buscam o terceiro título da Copa da Ásia Feminina, após terem sido campeãs em 2014 e 2018, ambas as vezes vencendo a Austrália na decisão. A trajetória atual reforça o papel do Japão como uma das grandes potências do futebol feminino asiático. A Austrália, por sua vez, conquistou a competição uma vez desde que se filiou à Confederação Asiática de Futebol em 2006, e chega à final com o favoritismo do mando de campo e apoio da torcida.



