
A Itália abriu o processo de reconstrução depois de ficar fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida, e o impacto político e técnico já se reflete nas mudanças na cúpula da federação. O presidente da Federação Italiana renunciou e a prioridade agora é encontrar um novo treinador que consiga devolver competitividade à Azzurra. Gennaro Gattuso, técnico da seleção italiana, não deve seguir no cargo após a eliminação na repescagem para a Bósnia, segundo o jornal italiano citado pela reportagem. A cerimônia de saída e o debate sobre o novo projeto técnico ganham força nos bastidores do futebol italiano.
O nome mais chamativo que aparece na mesa é Pep Guardiola, técnico do Manchester City, sonho grande da federação para liderar o recomeço. Guardiola é visto como um treinador capaz de imprimir um estilo moderno e receberia amplo respaldo dentro do país, segundo as apurações. A questão contratual, porém, complica: ele tem vínculo com o clube inglês até 2027 e, para assumir a seleção, precisaria abrir mão do cargo ainda este ano. Essa barreira torna a negociação de alto risco e sujeita a muitos interesses esportivos e financeiros.
Opções alternativas
Caso o plano com Guardiola não avance, a federação já trabalha com nomes considerados mais acessíveis e com histórico no futebol italiano. Entre os citados está Roberto Mancini, campeão da Eurocopa 2020 e figura respeitada por sua experiência com seleções. Outro nome apontado é Antonio Conte, atualmente no Napoli, técnico com perfil intenso e vencedor em clubes europeus. Fecha a lista Massimiliano Allegri, técnico do Milan, que reúne experiência em competições nacionais e na Champions League.
- Roberto Mancini, campeão com a Itália da Eurocopa de 2020
- Antonio Conte, do Napoli
- Massimiliano Alegri, do Milan
A escolha entre um técnico de projeção internacional ou uma solução mais “caseira” envolve dilemas sobre continuidade tática e renovação do grupo. A contratação de um nome conhecido pode significar manutenção de um modelo que não trouxe sucesso recente, enquanto um projeto novo exigiria tempo e paciência. A federação tem diante de si o desafio de equilibrar ambição e viabilidade financeira e esportiva para resgatar a confiança da torcida. Enquanto isso, a imprensa e os torcedores acompanham atentos cada movimento na busca por estabilidade.
Sequência
A Itália tem agenda oficial apenas na Uefa Nations League, quando vai enfrentar a Bélgica no dia 25 de setembro, partida que marcará o retorno da seleção aos campos depois da repescagem. Esse calendário curto dá um prazo relativo à federação para decidir o novo comando técnico e iniciar trabalho de preparação tática. A janela antes do confronto também servirá para avaliar nomes, conversar com candidatos e ajustar logística e comissão técnica. O desfecho nas próximas semanas pode definir os rumos da Azzurra rumo às competições continentais e futuras eliminatórias.



