Gattuso deixa o comando da seleção italiana após eliminação na repescagem

Gattuso deixa a Seleção da Itália após eliminação da repescagem da Copa | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou, nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, que Gennaro Gattuso não é mais o treinador da seleção italiana. A decisão veio na esteira da derrota na repescagem europeia para a Bósnia e Herzegovina, resultado que deixou a tetracampeã mundial fora da Copa do Mundo pelo terceiro torneio consecutivo. Gattuso, que ficou cerca de nove meses no cargo, encerra uma passagem curta, marcada por momentos de entusiasmo e pelo desfecho doloroso no mata-mata. A saída foi tratada como um acordo mútuo entre técnico e federação.

Nota oficial da FIGC

A federação divulgou uma nota agradecendo a Gattuso e sua comissão pela “seriedade, dedicação e paixão” demonstradas. No comunicado, a FIGC afirmou que a rescisão foi feita em comum acordo e desejou sucesso ao treinador na sequência da carreira. O texto oficial enalteceu a reação da equipe em diversas partidas, mas reconheceu que o objetivo principal — a classificação ao Mundial — não foi alcançado. O tom foi de agradecimento, com a instituição já admitindo a necessidade de uma reconstrução técnica.

O adeus de Gattuso

Gennaro Gattuso, técnico, disse que encerra sua experiência no comando “com dor no coração” por não ter alcançado a meta estabelecida. O treinador ressaltou o orgulho pela camisa azzurra e a identificação do grupo com a seleção durante os meses em que esteve à frente da equipe. Gattuso afirmou que facilitar o processo de avaliação técnica do futuro era o caminho correto e fez agradecimentos ao presidente e aos colaboradores da federação. Em tom emocionado, dedicou o reconhecimento maior aos torcedores italianos, que o apoiaram mesmo nos momentos difíceis.

Renúncias na cúpula

Além da saída do treinador, Gabriele Gravina, presidente da federação, e Gianluigi Buffon, ex-goleiro e então chefe de delegação, também apresentaram renúncia nos últimos dias. Buffon falou publicamente sobre o momento, descrevendo sua demissão imediata após a partida como um gesto impulsivo e carregado de emoção. Ele disse ter sido pedido que esperasse para reflexão, mas, com a decisão de Gravina, sentiu-se liberado para assumir sua escolha. A saída de figuras tão centrais indica uma mudança profunda na estrutura da federação italiana.

Quem pode assumir?

O processo de reconstrução já começou, segundo reportou a imprensa italiana, e o nome que mais alimenta o debate é Pep Guardiola, técnico do Manchester City. Guardiola é visto como o sonho dos dirigentes, mas tem contrato com o clube inglês até 2027, o que tornaria uma negociação difícil neste momento. A alternativa é buscar treinadores considerados mais acessíveis, que conheçam o futebol italiano e tenham experiência de alto nível. A federação avalia nomes que podem trazer estabilidade e autoridade técnica para um novo ciclo.

  • Roberto Mancini, ex-técnico da seleção e campeão da Eurocopa de 2020
  • Antonio Conte, técnico do Napoli
  • Massimiliano Allegri, técnico do Milan

Mesmo a contratação de um desses nomes mais factíveis pode significar a continuidade de um modelo que precisa ser revisto, já que a Azzurra falhou em alcançar a Itália ao Mundial nas últimas edições. A escolha do próximo treinador terá peso político e técnico, com fortes cobranças da imprensa e da torcida. A federação terá de equilibrar expectativas imediatas e um plano a longo prazo para recuperar o prestígio perdido. A aposta será em alguém capaz de reorganizar a base e devolver competitividade ao time.

Sequência da seleção

Com o ciclo da repescagem encerrado, a Itália só volta a campo em compromissos oficiais no dia 25 de setembro, quando enfrentará a Bélgica pela Uefa Nations League. Entre hoje e essa data, a prioridade será definir a nova liderança técnica e montar uma agenda de trabalho para as janelas internacionais. O calendário dará tempo para avaliações, testes e um desenho claro do que será exigido do próximo treinador. A nação, torcedora e exigente, acompanhará cada passo dessa reconstrução com atenção redobrada.

Do Maracanã à Piazza del Duomo dos torcedores italianos, o futebol vive de ciclos e recomeços. Para a seleção italiana, agora, é hora de reerguer a camisa azzurra com projeto, clareza e cabeça fria — mesmo quando a dor do adeus ainda está fresca.

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