Fifa aciona procedimento disciplinar após cânticos contra o Egito

Na última terça-feira (31), o amistoso entre Espanha e Egito terminou 0 a 0, mas ficou marcado por gritos discriminatórios da torcida espanhola. O árbitro Georgi Kabakov manteve a partida em andamento e não acionou o protocolo antidiscriminação da Fifa, apesar dos ataques começarem ainda no aquecimento. A súmula registrou as ofensas, e, por isso, nesta terça (7) a Fifa informou que abriu um processo disciplinar contra a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). O jogo servia como preparação para a Copa do Mundo 2026, aumentando a repercussão do episódio.
O que foi registrado e as possíveis sanções
Relatos apontam que a torcida cantou insultos islamofóbicos direcionados aos jogadores do Egito, com a frase que se espalhou pelas arquibancadas. A Fifa pode aplicar desde multas até a interdição parcial de estádios em partidas oficiais da seleção espanhola, medidas previstas no regulamento disciplinar. A abertura de processo significa que o Comitê Disciplinar vai analisar a súmula, depoimentos e imagens para determinar responsabilidades. Em casos anteriores, punições variaram conforme a gravidade e a recorrência das condutas das torcidas.
Reações dos jogadores em campo
Lamine Yamal, atacante e ponta esquerda do Barcelona e da seleção espanhola, se posicionou publicamente após o jogo: como muçulmano, declarou que ouviu o cântico e o classificou como falta de respeito e intolerável. O registro da fala de Lamine ganhou peso justamente por ele ser membro do elenco espanhol que atuou no amistoso. Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da seleção brasileira, também comentou o episódio e reforçou a necessidade de combate ao racismo no futebol. As manifestações de atletas aumentam a pressão sobre a federação para que medidas concretas sejam tomadas.
Contexto e consequências para as seleções
O amistoso seguia calendário de preparação para a Copa do Mundo 2026 e, por isso, o caso pode ter impacto nas relações institucionais entre federações e na imagem da Espanha no cenário internacional. Além da apuração disciplinar, a investigação pode motivar ações internas da RFEF para coibir novas ocorrências em jogos amistosos e oficiais. Para as equipes envolvidas, o foco segue nos treinos e ajustes técnicos, mas a pauta do combate à discriminação pende sobre o evento. Torcedores e entidades de direitos humanos acompanham atentamente o desfecho do processo.



