EUA pedem à Fifa revisão de preços de ingressos da Copa de 2026

Copa: parlamentares dos EUA pressionam Fifa para reduzir preço de ingressos | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Legisladores americanos pressionam por ingressos mais baratos

Dezenas de membros do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta à Fifa pedindo a redução dos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. O documento foi liderado pela deputada Sydney Kamlager-Dove e assinado por outros 68 parlamentares, com data de 10 de março e divulgação em 11 de março. Na carta, os congressistas afirmam que o uso da precificação dinâmica tornou o torneio excludente, prejudicando torcedores locais e visitantes. O pedido foi dirigido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e a entidade não respondeu de imediato ao contato feito pelos parlamentares.

O que muda com a precificação dinâmica

A Fifa adotou pela primeira vez um sistema de preços dinâmicos para a Copa de 2026, em que valores oscilam conforme demanda, disponibilidade e popularidade das partidas. Segundo os parlamentares, esse modelo favorece a maximização de receita em vez da acessibilidade, e a plataforma oficial de revenda registrou aumentos nos preços. A comparação com as tabelas de custo apresentadas durante as candidaturas dos países-sede também alimentou críticas públicas. Pelo grupo, a decisão elevou o custo para quem faz da Copa o maior evento esportivo do mundo.

Para a massa brasileira que sonha com a viagem, a preocupação é prática: custos de passagem, hospedagem e ingresso podem transformar a ida à competição em algo distante para torcedores do Mengão, do Gigante da Colina, do Tricolor das Laranjeiras e do Glorioso. Times e torcidas do Rio costumam se organizar em caravanas que saem do Maracanã, de São Januário e do Estádio Nilton Santos, e a nova precificação ameaça reduzir esse movimento. Além disso, a impossibilidade de participar das festas de torcida nas cidades-sede afeta a experiência cultural do evento para os brasileiros. Em termos de calendário, a Copa está marcada de 11 de junho a 19 de julho de 2026, e a indefinição sobre ingressos atrasa a organização dos deslocamentos.

Em resposta à reação pública, a Fifa liberou um número muito limitado de ingressos a US$ 60 (cerca de R$ 311) localizados nos cantos superiores dos estádios. Esse lote foi considerado simbólico pelos críticos por ter quantidade inferior às demais categorias, sem resolver o problema da inflação de preços à medida que as fases avançam. A plataforma oficial de revenda, que opera com preços variáveis, manteve valores bem acima das categorias iniciais em várias partidas. O cenário gerou pedidos formais para redistribuição de ingressos não alocados em categorias mais acessíveis.

Na carta, os legisladores pedem que a Fifa reavalie a política de precificação, considere a redistribuição de lotes não vendidos em valores menores e permita às cidades-sede maior flexibilidade para bancar festivais de torcida destinados a quem não consegue ir aos estádios. Eles também sugerem repensar o modelo dinâmico para futuras edições, em favor de alternativas que preservem a inclusão dos torcedores. As medidas propostas miram reduzir o impacto econômico sobre comunidades anfitriãs e contribuintes locais. A pressão política agora coloca em evidência a necessidade de soluções antes do início do torneio.

Próximos passos e impacto para o torcedor

Com a carta pública, a expectativa é que a Fifa examine ajustes na política de ingressos ou apresente medidas compensatórias para ampliar o acesso. Qualquer mudança influenciará diretamente o planejamento de torcidas brasileiras e a logística de clubes e agremiações que normalmente organizam viagens internacionais. Enquanto isso, torcedores do Rio e de outras regiões acompanham atentos: a discussão sobre preços deve seguir até que a entidade publique um posicionamento formal. O desfecho vai dizer se a Copa de 2026 será efetivamente mais acessível ou se seguirá tomada pela lógica de mercado.

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