
Na quinta-feira, 26 de março de 2026, a Polônia venceu a Albânia por 2 a 1 e eliminou a equipe do playoff europeu rumo à Copa do Mundo de 2026. Com o resultado, o Mundial caminha para uma edição que pode ocorrer sem técnicos brasileiros à frente de seleções pela primeira vez na história. Sylvinho era a última possibilidade de representação do país no torneio, mas a eliminação albanesa encerrou essa chance imediata. No momento, nenhuma seleção confirmada conta com um comandante brasileiro no banco. A única forma de reverter esse quadro seria uma troca na comissão técnica de alguma seleção até junho.
Tradição histórica
A presença de treinadores brasileiros em competições internacionais foi uma constante por décadas e deixou marcas em vários continentes. Carlos Alberto Parreira atuou como técnico em Kuwait (1982), Emirados Árabes (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010), mostrando como o futebol do Brasil exportou profissionais pelo mundo. Paulo César Carpegiani teve passagem pelo Paraguai em 1998, e Luiz Felipe Scolari dirigiu Portugal em 2006, entre outros nomes que circularam por seleções estrangeiras. Esse histórico evidencia a influência e a tradição de treinadores brasileiros nas seleções nacionais ao longo do tempo.
Brasil sem brasileiro
A edição de 2026 também marca uma mudança no comando da seleção brasileira: Carlo Ancelotti será o primeiro estrangeiro a liderar o Brasil em uma Copa do Mundo. A escolha de Ancelotti, técnico italiano com extensa trajetória em clubes europeus, interrompe um padrão em que o comando da seleção costumava ser ocupado por um nativo. Antes dele, Ramón Platero havia assumido o Brasil em competição oficial na Copa América de 1925, mas nunca houve um técnico estrangeiro no banco brasileiro em um Mundial. Resta acompanhar se alguma federação optará por reformular sua comissão técnica até junho, o que poderia alterar esse cenário.


